A missa solene da festa de Nossa Senhora Aparecida, às 9h desta segunda-feira (12), conta com a participação de diversos políticos.
Estão no Santuário Nacional de Aparecida o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que foi secretário do governo estadual. A mulher de Alckmin, Lu Alckmin, também participa da celebração.
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Também vieram para a missa a deputada estadual Tabata Amaral e o João Campos, presidente do PSB. Os políticos estão acompanhados pelo prefeito de Aparecida, Zé Louquinho.
A missa será celebrada pelo arcebispo de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, a partir das 9h. O altar central da Basílica Nacional está lotado de devotos.
Ao ser anunciado na cerimônia, Alckmin foi ovacionado pelo público.
A missa solene da festa de 2026 ocorre em meio a polêmicas envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
A cidade de Aparecida, considerada a capital da fé católica no Brasil, passou a ocupar espaço no debate presidencial justamente em um momento de forte disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, que vão disputar o segundo turno da eleição presidencial.
A devoção a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, tornou-se um dos temas mais sensíveis da reta final da campanha depois de declarações de Flávio Bolsonaro, da circulação de informações falsas e de decisões judiciais envolvendo conteúdos publicados nas redes sociais.
Em vídeo divulgado em 24 de agosto, Flávio afirmou que, se eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Em outra declaração, ao justificar a ausência em um debate, disse que queria “debater com quem não acredita em Deus”.
As falas ganharam novos contornos em meio à disputa religiosa e política. Na tradição católica, Nossa Senhora ocupa papel central na devoção dos fiéis e é reconhecida como Padroeira do Brasil.
Posteriormente, começou a circular nas redes sociais uma informação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O candidato negou a intenção e classificou o conteúdo como “fake news do PT”.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) também entrou no debate depois de Flávio afirmar, sem apresentar provas, que integrantes da entidade teriam ajudado o PT a disseminar a informação sobre a suposta retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.
Em nota, a CNBB negou participação na produção, autorização ou divulgação de desinformação eleitoral e afirmou não integrar estruturas político-partidárias nem apoiar partidos ou candidaturas.
“A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a entidade.