A mulher suspeita de esfaquear a esteticista Luma Mariano Almeida, de 30 anos, em São José dos Campos, foi identificada, ouvida pela Polícia Civil e liberada neste domingo (11). Segundo a investigação, a suspeita, de 34 anos, confessou a autoria do crime, mas não foi presa porque não estava em situação de flagrante e não havia ordem judicial de prisão.
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O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios da Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São José dos Campos como tentativa de homicídio.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher compareceu à unidade especializada após constituir advogado, que entrou em contato com os investigadores para agendar a apresentação. Durante o depoimento formal, ela confessou ter cometido o ataque.
Ataque contra Luma
A agressão ocorreu na sexta-feira (9), por volta das 16h30, na rua Doutor João Gomes Batista Neto, no Jardim Paraíso do Sol, na região leste de São José dos Campos.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no dia seguinte, familiares da vítima conseguiram imagens de câmeras de segurança de uma residência próxima ao local. Os registros mostram uma pessoa desembarcando de um veículo e atacando Luma com diversos golpes.
As imagens foram entregues à Polícia Civil e contribuíram para o avanço das investigações. Conforme a Deic, os policiais identificaram o veículo utilizado na ação e, com técnicas especializadas de investigação, chegaram à suspeita.
Luma permanece internada
Luma foi socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro da Vila Industrial. Conforme o boletim de ocorrência, ela deu entrada inicialmente sem identificação formal e, após os procedimentos de reconhecimento, foi identificada por familiares.
O registro policial informa que a esteticista estava internada em estado grave, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), entubada em razão dos ferimentos. Até a divulgação da nota da Polícia Civil neste domingo, a vítima ainda não havia sido ouvida pelos investigadores.
O boletim também relata que familiares receberam informações sobre possíveis ameaças contra Luma nos dias anteriores ao ataque. Segundo o relato registrado, a vítima foi avisada sobre a situação, mas negou estar em risco.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que as diligências começaram antes mesmo do registro formal da ocorrência e foram intensificadas após o recebimento das imagens de segurança.
Apesar da confissão da suspeita, os investigadores continuam apurando as circunstâncias do crime, a motivação e outros elementos que possam contribuir para esclarecer o caso.
A investigação segue sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios da DEIC de São José dos Campos.