ELEIÇÕES 2026

VÍDEO: Multidão lota Paulista em ato pró-Lula, que cobra votação

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/@ste.jablonski/Mídia Ninja
Militantes em ato pró-Lula na Avenida Paulista, em São Paulo
Militantes em ato pró-Lula na Avenida Paulista, em São Paulo

Uma multidão se reuniu na avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), em um ato de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Diante dos manifestantes, Lula defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, cobrou a votação da proposta no Senado e voltou a criticar seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL).

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Durante o discurso, o presidente afirmou confiar na votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê mudanças na jornada de trabalho. A análise está marcada para quarta-feira (14), segundo o calendário anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Lula também defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública, com a ampliação da participação do governo federal na área, atualmente sob responsabilidade principalmente dos estados.

Lula cobra posição sobre 6x1

Ao falar sobre a proposta que prevê o fim da escala 6x1, Lula afirmou que espera a votação da PEC e cobrou um posicionamento dos parlamentares do PL, partido de Flávio Bolsonaro.

“Ele não tem coragem de votar contra a população”, declarou o presidente, ao se referir ao adversário na disputa eleitoral.

A votação da proposta é considerada estratégica para a campanha de Lula na reta final do segundo turno. O presidente pretende usar a posição dos parlamentares adversários sobre o tema para questionar o compromisso deles com os trabalhadores.

A PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis no Senado, o equivalente a três quintos dos integrantes da Casa, para ser aprovada. Flávio Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, estão entre os nomes que devem participar da votação.

Lula voltou a defender que os trabalhadores tenham mais tempo para atividades além do emprego, como convivência familiar, estudo e cultura.

Proposta para a segurança pública

Outro tema abordado por Lula foi a segurança pública. O presidente afirmou que pretende avançar na proposta que amplia a atuação do governo federal na área e estabelece uma divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios.

Segundo ele, a medida será apresentada na quarta-feira (14), às 11h. Lula afirmou que a aprovação da PEC abriria caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública.

“Vamos definir o nosso papel, o papel do estado, o papel do município, da segurança pública”, disse.

A proposta busca ampliar a capacidade de atuação do governo federal na área, inclusive em ações conjuntas com os estados. O tema integra a agenda de campanha do presidente para o segundo turno.

Mobilização dos nordestinos

Diante da multidão reunida na avenida Paulista, Lula também fez um apelo aos nordestinos que vivem em São Paulo, pedindo mobilização para ampliar o comparecimento às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O presidente levou ao trio elétrico os governadores reeleitos no primeiro turno Elmano Freitas (Ceará), Rafael Fonteles (Piauí) e Jerônimo Rodrigues (Bahia).

Os três destacaram a presença e a influência da população nordestina em São Paulo e defenderam que apoiadores conversem com eleitores que não votaram no primeiro turno ou que ainda não decidiram em quem votar.

Lula afirmou que é necessário convencer essas pessoas a participar da eleição e reforçou a importância do voto para o futuro do país.

Alckmin critica Flávio Bolsonaro

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também discursou na manifestação e direcionou críticas a Flávio Bolsonaro. Ele mencionou o caso envolvendo o Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro, ao questionar declarações do adversário sobre a relação entre ambos.

Alckmin também citou a Constituição Federal e afirmou que a população paulista defende a democracia e não aceita um retrocesso democrático.

O ato na Paulista ocorre na reta final da campanha presidencial, em meio à disputa por votos para o segundo turno. A mobilização busca reforçar o apoio a Lula em São Paulo, estado considerado estratégico para o resultado da eleição.

* Com informações do portal UOL

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