O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), avalia que a votação expressiva de candidatos da direita no primeiro turno das eleições foi um fenômeno pontual, concentrado em nomes como Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano, do PL.
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Em entrevista a OVALE, ele afirmou que não houve crescimento homogêneo do partido e que a maioria dos candidatos teve redução ou manteve o número de votos em relação à eleição anterior.
Para o vice-governador, o principal desafio dos candidatos que conquistaram votações recordes agora é transformar o apoio das urnas em resultados concretos.
Segundo Felicio, candidatos com forte presença nas redes sociais atuaram como puxadores de votos e contribuíram para ampliar as bancadas do PL, que conquistou 27 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo e 19 na Câmara dos Deputados.
Para o vice-governador, os partidos precisam compreender como a comunicação desses políticos mobilizou o eleitorado. “A população é soberana em uma eleição”, afirmou, ao defender uma análise das razões que levaram os eleitores a escolher esses candidatos.
Ele também destacou o desempenho abaixo do esperado de personalidades conhecidas que disputaram vagas em São Paulo, como Rachel Sheherazade, Richard Rasmussen, Caneta Azul e Siqueira Júnior. Na avaliação dele, o ciclo de celebridades eleitas, observado em disputas anteriores, não se repetiu.