LUTO EM SÃO JOSÉ

Após morte de Fubá, time cobra segurança em campos de futebol

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução/Maycon Fotografia
Julio César Pego Marques era conhecido como Fubá
Julio César Pego Marques era conhecido como Fubá

A morte do jogador Julio César Pego Marques, conhecido como Fubá, de 31 anos, provocou uma mobilização no futebol amador de São José dos Campos. A Associação Atlética EMHA São Matheus, equipe defendida pelo atleta, cobra mais segurança nos campos, reforço na disponibilidade de ambulâncias e melhorias na estrutura dos espaços esportivos para evitar novas tragédias.

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Fubá morreu na quarta-feira (7), após passar dez dias internado no Hospital Municipal. Ele sofreu um traumatismo craniano ao bater a cabeça contra uma mureta na lateral do campo da Vila Machado, na zona norte da cidade, durante uma partida válida pelas oitavas de final da Copa da Cidade.

Em manifestações nas redes sociais, a equipe pediu o apoio de outros times de futebol amador para ampliar a mobilização e pressionar o poder público a tomar providências.

“Infelizmente, teve que acontecer uma fatalidade para que essa atitude fosse tomada”, publicou a associação, ao convocar outras equipes a participar da iniciativa.

Time cobra melhorias

Entre as principais reivindicações da Associação Atlética São Matheus está o aumento da disponibilidade de ambulâncias para atender às ocorrências na cidade. A equipe questiona a capacidade de resposta dos serviços de emergência diante do número de acidentes registrados em São José dos Campos.

Em uma das publicações, o time comparou os investimentos em veículos para a Guarda Civil Municipal com a necessidade de ampliar os recursos destinados ao atendimento de saúde.

“Ambulância salva vidas. Vamos acordar, Prefeitura, vereadores e responsáveis por investir na cidade!”, diz o texto divulgado pela associação, que também questiona quantos acidentes ainda precisarão acontecer para que medidas sejam adotadas.

O clube também defende a reforma dos campos de futebol amador, com atenção especial às muretas e aos alambrados próximos às laterais do gramado. A proposta é adequar as estruturas para reduzir o risco de colisões e proteger a integridade física dos jogadores.

Esposa cobra providências

Ana Gonçalves, esposa de Fubá, também se manifestou sobre a falta de segurança nos espaços esportivos. Ela espera que a morte do jogador sirva de alerta para que as autoridades e os responsáveis pelos campos promovam mudanças efetivas.

“Infelizmente, foi preciso acontecer uma tragédia para que a falta de segurança fosse discutida. Espero que as providências saiam do papel e que os campos sejam adequados para proteger a integridade dos atletas e evitar novos acidentes”, afirmou.

A cobrança reforça a preocupação com as condições dos locais utilizados pelas equipes amadoras, que recebem partidas e torneios ao longo do ano e reúnem jogadores, familiares e torcedores.

Acidente nos acréscimos de partida

O acidente que vitimou Fubá ocorreu em 27 de setembro, durante o confronto entre o São Matheus, sua equipe, e o time da Vila Machado, pelas oitavas de final da Copa da Cidade, competição organizada pela Acaf (Associação de Clubes Amadores de Futebol).

Nos acréscimos da partida, o jogador disputou uma jogada e colidiu fortemente contra a mureta que cerca o gramado. Ele sofreu um traumatismo craniano e precisou ser encaminhado ao Hospital Municipal.

Segundo relatos transmitidos à reportagem, a ambulância levou cerca de 25 minutos para prestar os primeiros socorros e realizar o encaminhamento médico. Após dez dias de internação, o atleta não resistiu.

A morte gerou comoção entre companheiros de equipe, amigos e pessoas ligadas ao futebol amador de São José dos Campos.

Jogador querido

Além do desempenho em campo, Fubá era lembrado pela humildade, pelo companheirismo e pelo bom humor. Ele deixa a esposa e dois filhos pequenos.

Em homenagem ao jogador, a Associação Atlética São Matheus publicou uma mensagem de despedida e agradeceu pelos momentos compartilhados com o atleta.

“Foi uma honra, irmão. Descanse em paz”, publicou a equipe.

O fotógrafo Maycon, que registrou momentos da trajetória esportiva de Fubá, também lamentou a perda e destacou as lembranças construídas durante as partidas.

Nas redes sociais, outras mensagens ressaltaram a alegria e a amizade do jogador. Entre as homenagens, também surgiram cobranças por mudanças nas estruturas esportivas.

Para os integrantes do futebol amador, a mobilização busca transformar a dor pela perda de Fubá em ações concretas. A reivindicação é que os campos ofereçam condições mais seguras, com estruturas adequadas e atendimento de emergência capaz de responder às ocorrências, para que outros atletas não enfrentem o mesmo risco.

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