As empresas exportadoras do Vale do Paraíba e Litoral Norte ampliaram a presença no mercado internacional em 2026, com vendas concentradas principalmente nos Estados Unidos, China e Argentina.
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Entre janeiro e setembro, os dez países que mais compraram produtos da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) movimentaram valores que mostram a força de setores como aeronáutica, petróleo e derivados, automóveis e metalurgia.
No total, a região exportou US$ 7,94 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, alta de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 7,32 bilhões. A RMVale fechou o período com superávit comercial de US$ 427,7 milhões.
Os Estados Unidos aparecem na liderança, com US$ 2,40 bilhões em produtos comprados da região, alta de 14,97% em relação aos US$ 2,09 bilhões registrados no mesmo período de 2025. São José dos Campos concentra a principal operação, com US$ 1,38 bilhão em aeronaves.
A China ocupa a segunda posição, com US$ 1,68 bilhão em exportações da RMVale, crescimento de 7,63% sobre os US$ 1,56 bilhão do ano anterior. O principal produto foi combustíveis minerais, óleos minerais e derivados, em uma operação de US$ 1,12 bilhão realizada por Ilhabela.
Na terceira colocação está a Argentina, que comprou US$ 536,4 milhões da região. O resultado representa uma queda de 31,74% ante os US$ 785,9 milhões de 2025. A maior operação foi feita por Taubaté, com US$ 173,2 milhões em veículos automóveis.
México e Espanha se destacam
O México aparece em quarto lugar, com US$ 376,3 milhões em compras, queda de 3,54% na comparação com os US$ 390,2 milhões do ano passado. São José dos Campos lidera as vendas para o país, com US$ 198,4 milhões em aeronaves.
A Espanha ocupa a quinta posição, com US$ 302,7 milhões, alta expressiva de 58,01% sobre os US$ 191,6 milhões de 2025. Assim como no caso chinês, Ilhabela aparece como destaque, com US$ 225 milhões em combustíveis minerais, óleos minerais e produtos de sua destilação.
Em sexto lugar está Singapura, que comprou US$ 244 milhões da RMVale. O valor representa redução de 31,57% em relação aos US$ 356,6 milhões registrados em 2025. São Sebastião foi responsável pela principal operação, de US$ 232,4 milhões, também no segmento de combustíveis minerais e derivados.
O Chile, na sétima colocação, movimentou US$ 211,7 em compras da região, crescimento de 41,25% sobre os US$ 149,8 milhões de 2025. Pindamonhangaba foi a cidade responsável pela principal venda, de US$ 56,9 milhões em alumínio e suas obras.
Índia registra disparada nas compras
Um dos maiores destaques do ranking é a Índia, que aparece em oitavo lugar. O país comprou US$ 179,3 milhões da RMVale, contra apenas US$ 8,22 milhões no mesmo período de 2025. O avanço chega a 2.082,35%.
A principal operação para o mercado indiano foi realizada por Pindamonhangaba, com US$ 174,1 milhões em combustíveis minerais, óleos minerais e produtos de sua destilação. O resultado faz da Índia um dos mercados que mais ampliaram a participação nas exportações regionais em 2026.
A Colômbia aparece na nona posição, com US$ 169,5 milhões, crescimento de 28,49% em relação aos US$ 131,9 milhões de 2025. Taubaté liderou as vendas, com US$ 55,3 milhões em veículos automóveis.
Fechando o grupo dos dez maiores compradores está o Canadá, com US$ 163,7 milhões em produtos da RMVale. O resultado representa uma queda de 14,85% ante os US$ 192,2 milhões registrados em 2025. São José dos Campos foi responsável pela principal operação, de US$ 132,8 milhões em aeronaves.
Os números mostram um cenário diversificado para o comércio exterior da RMVale. Enquanto mercados tradicionais, como Estados Unidos e China, mantêm forte participação nas exportações, países como Índia, Espanha e Chile registraram crescimento significativo em relação a 2025.
Também chama atenção a concentração de determinados produtos em cidades específicas. São José dos Campos se destaca nas exportações de aeronaves, enquanto Ilhabela e São Sebastião aparecem nas operações de combustíveis e derivados. Taubaté mantém força no setor automotivo e Pindamonhangaba ganha espaço nas vendas de metais e combustíveis.
