CRIMES

Serial killer? 5 corpos são achados em sacos em menos de um mês

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Serial killer? 5 corpos são achados em sacos em menos de um mês
Serial killer? 5 corpos são achados em sacos em menos de um mês

Ao menos cinco corpos foram encontrados em menos de um mês dentro de sacos plásticos ou embalados em materiais semelhantes. Os casos ocorreram em diferentes regiões da capital paulista entre 5 de setembro e 2 de outubro e chamaram a atenção pela semelhança na forma como algumas vítimas foram localizadas.

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Os registros ocorreram em São Paulo, nas zonas Sul, Leste e Norte. A sequência de crimes levou usuários das redes sociais a levantar a hipótese de que os casos poderiam estar relacionados e até a especular sobre a existência de um possível serial killer. A polícia, no entanto, ainda não confirmou qualquer ligação entre as ocorrências.

Cinco casos em 28 dias

O primeiro corpo foi encontrado na manhã de 5 de setembro, na Rua Contos Gaúchos, no Jabaquara, zona sul. Garis que trabalhavam no local localizaram o cadáver dentro de um saco plástico preto, amarrado e deixado em um canto da via.

A vítima ainda não havia sido identificada. O caso é investigado pelo 16º Distrito Policial (Vila Clementino).

Cinco dias depois, em 10 de setembro, outros dois corpos foram encontrados em um intervalo inferior a 24 horas. As ocorrências aconteceram na zona leste, a menos de três quilômetros de distância uma da outra.

O primeiro cadáver estava em um terreno baldio na Rua Zenichi Sato, no bairro Colônia. O corpo estava amarrado, coberto por um cobertor e com a cabeça envolta em sacos plásticos. A chuva prejudicou a análise inicial e não foi possível determinar naquele momento o sexo da vítima ou identificar eventuais ferimentos.

O segundo corpo foi localizado na Rua Osmano Ungaretti, na Vila Chuca. Tratava-se de uma mulher, encontrada enrolada em um cobertor e dentro de um saco plástico. Havia ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo. Os dois casos foram registrados no 53º Distrito Policial (Parque do Carmo).

Corpo esquartejado foi encontrado no Jaçanã

O quarto caso ocorreu em 19 de setembro, na zona norte. Moradores encontraram partes de um corpo humano em uma área de difícil acesso no bairro do Jaçanã.

A vítima havia sido esquartejada e colocada em sacolas plásticas. O corpo era de um homem e foi posteriormente identificado como Murilo Sanches dos Santos, que estava desaparecido.

Uma mulher procurou os policiais e reconheceu a vítima como seu sobrinho. A identificação foi confirmada posteriormente pela polícia.

A ocorrência foi encaminhada ao 73º Distrito Policial, responsável pela investigação das circunstâncias do crime.

Homem é encontrado perto do CT do Corinthians

O quinto caso ocorreu na última sexta-feira (2), quando a Polícia Militar encontrou um corpo no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste, próximo ao CT Joaquim Grava.

A vítima era um homem e estava enrolada em um saco plástico, abandonada na ciclovia da Via Parque. Os braços e as pernas estavam amarrados com fita adesiva.

O homem ainda não havia sido identificado. Ele vestia camiseta vermelha e calça de moletom cinza. Inicialmente, não foi possível determinar o tipo de ferimento, mas um delegado que acompanhou a ocorrência identificou indícios de morte violenta.

Redes sociais levantam hipótese de serial killer

A sequência de ocorrências provocou uma série de comentários nas redes sociais. Perfis especializados em crimes reais passaram a reunir informações sobre os casos e apontar possíveis semelhanças entre eles.

Entre os pontos destacados pelos internautas está a utilização de sacos plásticos, cobertores e outros materiais para esconder ou transportar os corpos.

As especulações chegaram à hipótese de que um único criminoso poderia estar por trás dos assassinatos. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que os crimes estejam relacionados.

Polícia ainda investiga os casos

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Delegado Nico Gonçalves, afirmou que ainda é cedo para estabelecer uma relação entre as ocorrências ou falar na existência de um serial killer.

Segundo o secretário, os casos permanecem em investigação e as autoridades precisam reunir elementos que permitam esclarecer as circunstâncias de cada morte.

A eventual existência de características semelhantes entre os crimes deverá ser analisada pelas equipes responsáveis pelos inquéritos antes de qualquer conclusão sobre uma possível conexão.

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