HOMICÍDIO

Larissa, acusada de envenenar namorado com açaí, vai a júri

Por Da Redação | Ribeirão Preto (SP)
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Larissa, acusada de envenenar namorado com açaí, vai a júri
Larissa, acusada de envenenar namorado com açaí, vai a júri

O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou que Larissa de Souza Batista seja levada a júri popular pela acusação de tentativa de homicídio do namorado, Adenilson Ferreira Parente. Segundo a denúncia, ela teria colocado chumbinho em um copo de açaí entregue à vítima.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

O caso aconteceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em fevereiro deste ano. Larissa está presa desde 15 de abril na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu. A data do julgamento ainda não foi definida.

A defesa havia pedido a absolvição sumária ou a impronúncia da acusada, além do direito de responder ao processo em liberdade. Entre os argumentos apresentados estão a ausência de provas sobre a aquisição ou posse do veneno e o depoimento de Adenilson, que afirmou à Justiça não acreditar que a namorada tenha tentado envenená-lo.

Ao analisar os pedidos, a Justiça rejeitou os argumentos. Conforme a decisão, a defesa não apresentou uma explicação concreta para a presença da substância no alimento nem para os grânulos percebidos por Adenilson enquanto consumia o açaí.

Vítima foi internada após consumir açaí

Depois de ingerir o alimento, Adenilson passou mal e foi levado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Segundo o prontuário médico citado no processo, ele apresentou sonolência intensa, suor excessivo, salivação, dificuldade para respirar e alteração do nível de consciência.

O quadro evoluiu para uma queda grave na oxigenação do sangue, e o paciente precisou ser submetido à intubação orotraqueal. Segundo informações divulgadas anteriormente sobre o caso, Adenilson permaneceu internado e chegou a ficar cinco dias intubado.

Câmeras registraram momento antes da ingestão

Um dos elementos considerados no processo são imagens de câmeras de segurança. Segundo a acusação, os vídeos mostram Larissa saindo do veículo com um pequeno invólucro em uma das mãos e o copo de açaí na outra.

Ainda conforme a denúncia, ela teria colocado o conteúdo do invólucro no alimento, descartado a embalagem e mexido o açaí com uma colher antes de entrar na residência.

À polícia, Larissa afirmou que havia acrescentado leite condensado ao produto. A versão, porém, é contestada pela investigação. Uma funcionária do estabelecimento informou que os acompanhamentos eram colocados diretamente no copo e que eventuais adicionais eram entregues em recipientes lacrados, e não em sacos plásticos.

Perícia citada no processo identificou terbufós, princípio ativo associado ao chamado chumbinho, no alimento consumido por Adenilson. A investigação descartou que o produto tenha saído contaminado da loja.

Vítima disse não acreditar na acusação

Durante audiência realizada no processo, Adenilson defendeu Larissa e afirmou que não acredita que ela tenha colocado o veneno no açaí. Ele também declarou que não sabe como a substância foi parar no copo e disse não ter medo da namorada.

Apesar do posicionamento da vítima, o Ministério Público manteve a acusação e pediu que Larissa fosse submetida ao Tribunal do Júri.

Larissa responde por tentativa de homicídio qualificado. A acusação aponta o uso de veneno, dissimulação e recurso que teria dificultado a defesa da vítima como qualificadoras. Em caso de condenação, a pena prevista para o crime pode chegar a 30 anos de prisão.

Comentários

Comentários