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O papel vital da pesquisa econômica no Vale e Litoral Norte

Por Prof. Dr. Wiliam Retamiro | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Taubaté (NUPES/UNITAU)
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Prof. Dr. Wiliam Retamiro, coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Taubaté (NUPES/UNITAU)
Prof. Dr. Wiliam Retamiro, coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Taubaté (NUPES/UNITAU)

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) é um território de contrastes e superlativos. Abriga polos tecnológicos de ponta, uma base industrial robusta, um setor de serviços em expansão e destinos turísticos de relevância nacional. No entanto, compreender essa complexidade e garantir que a riqueza gerada se transforme em desenvolvimento social e qualidade de vida exige muito mais do que intuição. Exige evidências, dados e, acima de tudo, pesquisa econômica regionalizada.

Muitas vezes, a economia é vista pelo público como uma ciência abstrata, restrita aos gabinetes de Brasília ou aos pregões das bolsas de valores. Contudo, a verdadeira economia acontece no território: no preço da prateleira do supermercado em Jacareí, na abertura de uma pequena empresa em Taubaté, na contratação de trabalhadores temporários no Litoral Norte ou no escoamento da produção agrícola da nossa zona rural.

É exatamente aí que reside a importância da pesquisa econômica local. Tomemos como exemplo o monitoramento do preço dos alimentos. Acompanhar a variação dos preços dos itens da cesta básica ao longo das décadas, uma tradição da pesquisa acadêmica em nossa região, não é um mero exercício estatístico. Trata-se de compreender a realidade do poder de compra das famílias e medir o impacto da inflação na segurança alimentar da população. O índice nacional (IPCA) é uma média, mas a dor no bolso tem CEP e endereço.

Além disso, o mercado de trabalho passa por transformações aceleradas. Somente por meio da análise constante de dados, como os do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da PNAD Contínua, é possível mapear para onde nossa região está caminhando. Onde os empregos formais estão sendo criados? Quais setores estão em declínio e demandam requalificação profissional? Quais cidades estão perdendo sua força de trabalho jovem?

A pesquisa econômica ajuda a responder a essas perguntas, fornecendo informações para que gestores públicos, legisladores e empresários possam planejar políticas de qualificação, incentivos e atração de investimentos alinhados às características e necessidades da região.

Mais do que olhar para os indicadores tradicionais, a investigação científica no campo da economia nos permite enxergar aquilo que muitas vezes fica à margem. O mapeamento das atividades econômicas, a compreensão das engrenagens da economia criativa e o estudo do desenvolvimento regional sustentável são frentes de pesquisa indispensáveis para pensarmos em um futuro mais inclusivo.

Uma região que não se estuda não se planeja. E uma região que não se planeja fica à mercê das crises.

A existência e o fortalecimento de núcleos universitários de pesquisa contribuem para que a RMVPLN não navegue às cegas. É assumindo esse papel de farol analítico que o Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Taubaté (NUPES/UNITAU) reafirma seu compromisso histórico com o território.

Ao transformar grandes volumes de dados em conhecimento acessível à sociedade, a pesquisa econômica cumpre uma de suas funções mais importantes: ajudar a compreender a realidade para que seja possível tomar decisões melhores e pensar, de forma coletiva, em um desenvolvimento mais justo, dinâmico e próspero para todos.

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