O agronegócio paulista é uma cadeia ampla, que começa no campo, passa pela pesquisa, tecnologia, indústria, comércio e serviços e chega à mesa do consumidor. Por isso, discutir agricultura é também discutir desenvolvimento regional, geração de emprego e renda, inovação, segurança alimentar e sustentabilidade. Essa visão orienta parte importante da minha atuação na Assembleia Legislativa de São Paulo e está presente no Plano de Ação Parlamentar, com propostas voltadas à modernização da produção, pesquisa, crédito, infraestrutura, conectividade e fortalecimento das cadeias produtivas.
A experiência à frente da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, entre 2021 e 2022, também contribuiu para essa agenda. Naquele período, foram fortalecidas ações como o Melhor Caminho, Rotas Rurais, AgroSP+Seguro, crédito e seguro rural, a reabertura das Casas da Agricultura, assistência técnica e pesquisa agropecuária. No Legislativo, essa atuação se traduz em propostas concretas. Um exemplo é a Lei Estadual nº 17.453/2021, que estabeleceu regras para a manipulação, o beneficiamento e a fiscalização sanitária de produtos de origem animal produzidos artesanalmente, contemplando carnes, leite, ovos, produtos apícolas e pescados.
Outra frente é a pesquisa e a inovação. Em 2023, apresentei emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para defender recursos para o Agro-SP Sustentável, voltado à geração de conhecimento e tecnologias para inovação no agronegócio. Aproximar instituições científicas e produtores é fundamental para aumentar produtividade e sustentabilidade. Essa agenda também ganhou espaço permanente na Assembleia com a Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista (SP-Agro), da qual sou coordenador, ampliando o diálogo com produtores, entidades, pesquisadores e representantes dos diversos segmentos da cadeia produtiva.
Fortalecer o agro também significa investir em infraestrutura. Estradas rurais, conectividade, armazenamento e transporte interferem diretamente na produção e na renda de quem vive no campo. Crédito e agregação de valor são igualmente essenciais, especialmente para pequenos produtores e agricultores familiares.
Essa agenda tem reflexos concretos nas regiões do Estado. No Vale do Paraíba, durante minha passagem pela Secretaria, estivemos presentes em iniciativas para fortalecer o setor.
Em São José dos Campos, lançamos o Agropolo Vale, reunindo ações de pesquisa, inovação, segurança no campo e apoio à produção. A região também recebeu ações do Rotas Rurais e do AgroSP+Seguro.
Em Taubaté, estive na Cooperativa de Laticínios do Médio Vale do Paraíba (Comevap), reforçando o diálogo com produtores e cooperativas e acompanhando as demandas da cadeia produtiva regional.
Essas iniciativas mostram que uma política estadual para o agro precisa chegar ao território e considerar as características de cada região. O Vale do Paraíba combina tradição rural, agricultura familiar, pecuária, cooperativismo, centros de pesquisa e uma forte base tecnológica, criando oportunidades para agregar valor à produção.
O desafio dos próximos anos será transformar conhecimento, inovação e políticas públicas em resultados concretos. A agricultura está presente na alimentação, na indústria, na energia, no comércio e nos serviços. Por isso, São Paulo precisa reconhecer a dimensão estratégica do campo e preparar o setor para os desafios de produtividade, tecnologia, sustentabilidade e competitividade.
É com essa visão que sigo trabalhando: fortalecendo o produtor, valorizando a pesquisa e apoiando as cadeias produtivas para que o agro paulista avance em todas as regiões do Estado.