A Justiça de São Paulo marcou para 17 de novembro de 2026, às 9h, o júri popular de Mateus de Jesus Sousa, acusado de atropelar e matar quatro pessoas na rodovia Geraldo Scavone (SP-66), em São José dos Campos. O caso aconteceu em setembro de 2017 e o réu responde por homicídio qualificado.
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A decisão foi proferida na última semana pelo juiz Milton Sampaio Neto. O magistrado rejeitou pedidos apresentados pela defesa para a realização de novas diligências, entre elas a formulação de quesitos complementares a peritos e o envio de ofícios ao Instituto de Criminalística, ao Detran e ao órgão responsável pelo monitoramento urbano.
A Justiça também determinou, com urgência, o envio de um novo ofício à SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) para solicitar a transferência de Mateus para um estabelecimento prisional no Vale do Paraíba.
Acidente matou quatro pessoas
O atropelamento ocorreu durante a madrugada na SP-66, rodovia que liga São José dos Campos a Jacareí. Um motociclista havia se envolvido em uma colisão e caiu na pista. Três pessoas que passavam pelo local pararam para ajudá-lo.
Enquanto o grupo prestava socorro, uma caminhonete atingiu os quatro. O motociclista e dois dos pedestres morreram no local. A quarta vítima foi socorrida com vida e levada ao Pronto-Socorro da Vila Industrial, mas não resistiu horas depois.
Segundo os relatos registrados na época, a caminhonete teria atingido o grupo em alta velocidade e o motorista deixou o local sem prestar socorro. O trecho tinha pouca iluminação.
Vítimas
Entre as vítimas estava o radialista Guilherme Augusto Oliveira, de 29 anos, conhecido na região pela ligação com o esporte e torcedor do São José Esporte Clube. Meses antes do acidente, em julho de 2017, ele havia pedido a namorada em casamento durante uma partida no Estádio Martins Pereira.
Também morreram Bianca Magalhães Pereira, de 18 anos, Moisés de Queirós Mathias, de 25 anos, e o motoboy Lucas Mário Carvalho Vieira, de 22 anos.
O motorista envolvido na colisão anterior com o motociclista permaneceu no local e prestou esclarecimentos. Na época, ele relatou que o motociclista havia avançado o sinal e que, enquanto as pessoas tentavam ajudá-lo, a caminhonete surgiu e atingiu o grupo.
O julgamento de Mateus está marcado para novembro de 2026, quase dez anos após o atropelamento que provocou a morte das quatro vítimas na SP-66.