DESPEDIDA

Canção Nova lamenta morte de Cidinha Moraes, cantora de São José

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Maria Aparecida de Moraes era conhecida como Cidinha Moraes
Maria Aparecida de Moraes era conhecida como Cidinha Moraes

Maria Aparecida de Moraes, conhecida como Cidinha Moraes, morreu aos 60 anos nessa segunda-feira (28), em São José dos Campos. Cofundadora e vocalista da banda católica Vida Reluz, a cantora marcou gerações com sua voz e dedicou parte da vida à evangelização por meio da música.

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Cidinha estava em tratamento contra a hepatite C e, após ser hospitalizada, mobilizou uma corrente de oração entre familiares, amigos e integrantes da comunidade católica. A morte foi confirmada pela banda nas redes sociais, que destacou o legado de fé e alegria deixado pela cantora.

A Comunidade Canção Nova e a Fundação João Paulo 2º lamentaram a morte. Em uma mensagem publicada após o falecimento, as instituições destacaram o testemunho de fé de Cidinha e sua dedicação à missão de evangelizar por meio da música, além de manifestarem solidariedade à família, aos amigos e aos integrantes do Vida Reluz.

“Seu testemunho de fé e sua dedicação à missão de evangelizar por meio da música permanecerão vivos no coração de tantas pessoas que foram alcançadas por sua voz e seu canto”, afirmou a Canção Nova. A comunidade também agradeceu pela parceria e pelos dons compartilhados ao longo da trajetória da cantora.

O velório é realizado na Sala 6 da Urbam, em São José dos Campos, nesta terça-feira (29). O sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, na região central do município.

A despedida de Cidinha repercute entre pessoas ligadas à música católica, que reconhecem sua contribuição para a difusão da mensagem do Evangelho por meio das canções. Sua trajetória à frente do Vida Reluz deixou uma marca na música religiosa brasileira e na vida de milhares de pessoas.

Trajetória na música

Cidinha Moraes dedicou mais de quatro décadas à evangelização por meio da música. A história do Vida Reluz começou em 1985, em São José dos Campos, quando ela e Walmir Alencar, ao lado de outros jovens ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo, promoviam encontros e vigílias marcados pela oração, música e louvor. Como tinham o costume de levar a Bíblia para os encontros, ficaram inicialmente conhecidos como “Grupo da Bíblia”.

Dez anos depois, em 1995, o Vida Reluz lançou seu primeiro álbum. Ao longo das décadas seguintes, o grupo consolidou sua presença na música católica brasileira com canções que passaram a fazer parte de celebrações, grupos de oração, retiros e momentos de adoração, como “Celebra a Vitória”, “Como És Lindo”, “Diante do Rei”, “Confia em Mim” e “Gratidão”.

Ao recordar o início da missão em entrevista à Milícia da Imaculada, Cidinha falou sobre a caminhada iniciada a partir das reuniões de jovens, vigílias, adorações e grupos de oração. Sobre sua permanência no ministério, resumiu: “Fomos chamados para servir e aqui estamos”.

Cidinha permaneceu como uma das vozes do Vida Reluz ao longo dessa trajetória. Em 2026, participou das celebrações pelos mais de 40 anos de história da banda e integrava a formação do grupo ao lado dos vocalistas Rosana de Pádua e Rafinha Oliveira, Alexandre Saes, Cristiano Araújo e Paulinho Oliveira. Entre os trabalhos mais recentes está o álbum “Mar de Vitórias”, projeto que deu continuidade à missão de evangelização iniciada ainda na década de 1980.

Homenagens

A Comunicação Musical da Editora Paulinas, responsável pelos lançamentos da banda Vida Reluz, publicou uma nota de pesar nas redes sociais e recordou o testemunho de fé, alegria e amor a Deus deixado pela cantora.

“Com sua voz marcante, seu carisma e sua maneira tão própria de evangelizar, Cidinha levou a mensagem do Evangelho a milhares de pessoas, deixando sua marca em corações espalhados pelo Brasil e pelo mundo (…). Hoje, fica a saudade de sua presença simples e humilde, de seu sorriso, de sua voz e da alegria que compartilhava com todos. Mas fica também um legado que não se apaga: a música que continuará sendo cantada, a fé que continuará sendo anunciada e as vidas que continuarão sendo tocadas por seu testemunho”, escreveu a instituição.

O missionário da Comunidade Canção Nova Diácono Nelsinho Corrêa também manifestou pesar e gratidão pela trajetória da cantora, recordando sua vida “doada servindo a Deus na Igreja através da música”. “Descanse em paz, Cidinha!”, declarou.

Padre Márlon Múcio, de Taubaté, lamentou a morte da cantora e classificou a partida como “uma perda irreparável”. O sacerdote agradeceu ainda às pessoas que se uniram em oração por Cidinha durante o período em que ela esteve doente.

“Gratidão a todos vocês que rezaram por ela nesse tempo de sofrimento. Oremos pelo descanso eterno dessa grande serva do Senhor, para que ela receba o prêmio das suas boas obras. Fui visitá-la há uma semana e ela me disse: ‘Sou filha de Rei’. Que sua família seja consolada, também a banda Vida Reluz, seus fãs e tantos amigos”, publicou em sua conta no Instagram.

 

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