Maria Aparecida de Moraes, conhecida como Cidinha Moraes, morreu aos 60 anos nessa segunda-feira (28), em São José dos Campos. Cofundadora e vocalista da banda católica Vida Reluz, a cantora marcou gerações com sua voz e dedicou parte da vida à evangelização por meio da música.
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Cidinha estava em tratamento contra a hepatite C e, após ser hospitalizada, mobilizou uma corrente de oração entre familiares, amigos e integrantes da comunidade católica. A morte foi confirmada pela banda nas redes sociais, que destacou o legado de fé e alegria deixado pela cantora.
A Comunidade Canção Nova e a Fundação João Paulo 2º lamentaram a morte. Em uma mensagem publicada após o falecimento, as instituições destacaram o testemunho de fé de Cidinha e sua dedicação à missão de evangelizar por meio da música, além de manifestarem solidariedade à família, aos amigos e aos integrantes do Vida Reluz.
“Seu testemunho de fé e sua dedicação à missão de evangelizar por meio da música permanecerão vivos no coração de tantas pessoas que foram alcançadas por sua voz e seu canto”, afirmou a Canção Nova. A comunidade também agradeceu pela parceria e pelos dons compartilhados ao longo da trajetória da cantora.
O velório é realizado na Sala 6 da Urbam, em São José dos Campos, nesta terça-feira (29). O sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, na região central do município.
A despedida de Cidinha repercute entre pessoas ligadas à música católica, que reconhecem sua contribuição para a difusão da mensagem do Evangelho por meio das canções. Sua trajetória à frente do Vida Reluz deixou uma marca na música religiosa brasileira e na vida de milhares de pessoas.
Trajetória na música
Cidinha Moraes dedicou mais de quatro décadas à evangelização por meio da música. A história do Vida Reluz começou em 1985, em São José dos Campos, quando ela e Walmir Alencar, ao lado de outros jovens ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo, promoviam encontros e vigílias marcados pela oração, música e louvor. Como tinham o costume de levar a Bíblia para os encontros, ficaram inicialmente conhecidos como “Grupo da Bíblia”.
Dez anos depois, em 1995, o Vida Reluz lançou seu primeiro álbum. Ao longo das décadas seguintes, o grupo consolidou sua presença na música católica brasileira com canções que passaram a fazer parte de celebrações, grupos de oração, retiros e momentos de adoração, como “Celebra a Vitória”, “Como És Lindo”, “Diante do Rei”, “Confia em Mim” e “Gratidão”.
Ao recordar o início da missão em entrevista à Milícia da Imaculada, Cidinha falou sobre a caminhada iniciada a partir das reuniões de jovens, vigílias, adorações e grupos de oração. Sobre sua permanência no ministério, resumiu: “Fomos chamados para servir e aqui estamos”.
Cidinha permaneceu como uma das vozes do Vida Reluz ao longo dessa trajetória. Em 2026, participou das celebrações pelos mais de 40 anos de história da banda e integrava a formação do grupo ao lado dos vocalistas Rosana de Pádua e Rafinha Oliveira, Alexandre Saes, Cristiano Araújo e Paulinho Oliveira. Entre os trabalhos mais recentes está o álbum “Mar de Vitórias”, projeto que deu continuidade à missão de evangelização iniciada ainda na década de 1980.
Homenagens
A Comunicação Musical da Editora Paulinas, responsável pelos lançamentos da banda Vida Reluz, publicou uma nota de pesar nas redes sociais e recordou o testemunho de fé, alegria e amor a Deus deixado pela cantora.
“Com sua voz marcante, seu carisma e sua maneira tão própria de evangelizar, Cidinha levou a mensagem do Evangelho a milhares de pessoas, deixando sua marca em corações espalhados pelo Brasil e pelo mundo (…). Hoje, fica a saudade de sua presença simples e humilde, de seu sorriso, de sua voz e da alegria que compartilhava com todos. Mas fica também um legado que não se apaga: a música que continuará sendo cantada, a fé que continuará sendo anunciada e as vidas que continuarão sendo tocadas por seu testemunho”, escreveu a instituição.
O missionário da Comunidade Canção Nova Diácono Nelsinho Corrêa também manifestou pesar e gratidão pela trajetória da cantora, recordando sua vida “doada servindo a Deus na Igreja através da música”. “Descanse em paz, Cidinha!”, declarou.
Padre Márlon Múcio, de Taubaté, lamentou a morte da cantora e classificou a partida como “uma perda irreparável”. O sacerdote agradeceu ainda às pessoas que se uniram em oração por Cidinha durante o período em que ela esteve doente.
“Gratidão a todos vocês que rezaram por ela nesse tempo de sofrimento. Oremos pelo descanso eterno dessa grande serva do Senhor, para que ela receba o prêmio das suas boas obras. Fui visitá-la há uma semana e ela me disse: ‘Sou filha de Rei’. Que sua família seja consolada, também a banda Vida Reluz, seus fãs e tantos amigos”, publicou em sua conta no Instagram.