No início de sua trajetória no Paris-Dakar, o piloto joseense André Azevedo precisou enfrentar uma competição muito diferente da atual, sem os recursos tecnológicos disponíveis hoje. Ele relembra que a navegação era feita com mapas e uma bússola magnética presa ao guidão da motocicleta, cuja precisão era afetada pela massa metálica e pela trepidação da moto.
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Sem dinheiro para levar peças ou uma equipe de apoio, André e o companheiro Klever Kolberg decidiram carregar a própria bagagem. A estratégia, porém, acrescentou cerca de 50 quilos à motocicleta e tornou ainda mais difícil a pilotagem na areia. Klever abandonou a prova após cair em uma região de dunas e ter a moto atingida por um carro, sendo resgatado pelo chamado caminhão-vassoura.
André também enfrentou uma das etapas mais marcantes de sua carreira: percorreu 1.067 quilômetros no sul da Argélia em 25 horas, atravessando dia e noite. Segundo o piloto, mais de 40% dos competidores ficaram pelo caminho naquela etapa, mostrando a dimensão da dificuldade do rali já nos primeiros dias da competição.
André Azevedo foi o entrevistado do quadro “Que História?”, de OVALE Cast, apresentado pela comunicóloga e produtora Mayara Silva.