O Cimeb (Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil), criado pelo pastor Silas Malafaia, divulgou uma nota em que acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores de utilizarem uma fake news para atacar o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Segundo a entidade, a repercussão da informação teria como objetivo provocar um conflito entre católicos e evangélicos.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
A polêmica envolve uma publicação que atribui a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e acabar com o feriado de 12 de outubro. O candidato nega defender a medida. A proposta, na realidade, foi apresentada em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli (PMDB-MT), quando Flávio ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Em nota, o Cimeb afirmou repudiar o uso da informação para atingir um adversário político e classificou a repercussão como uma tentativa de criar uma “guerra religiosa” entre católicos e evangélicos. A entidade também declarou que não existe articulação de lideranças evangélicas para interferir em celebrações, cultos ou feriados de outras religiões.
“Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião”, afirmou o conselho.
O documento é assinado por diferentes líderes evangélicos, entre eles Silas Malafaia, César Augusto, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes e Samuel Câmara.
Proposta sobre Nossa Senhora
A origem da controvérsia está no Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victório Galli. A proposta pretendia alterar a Lei 6.802/1980, que estabeleceu 12 de outubro como feriado nacional em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.
O texto propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara em julho de 2008 e posteriormente arquivada.
A discussão voltou às redes sociais após uma declaração da jornalista Maria Cristina Fernandes no programa “Em Pauta”, da GloboNews, em 24 de setembro. A fala foi relacionada, nas redes, a uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro de alterar o título de Nossa Senhora Aparecida.
O Cimeb foi criado pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações. Malafaia também publicou um vídeo criticando Lula e seus aliados.
A assessoria da campanha de Lula foi procurada pelo Poder 360 para comentar as acusações feitas pelo Cimeb, mas não havia respondido até a publicação desta reportagem. O texto poderá ser atualizado caso haja manifestação.
* Com informações do portal Poder 360