O presidente Lula (PT) chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de "malandro carioca" no debate presidencial de segundo turno promovido pela Band neste domingo (18). O candidato do PL depois voltou ao tema para se solidarizar com o povo do Rio de Janeiro.
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Este foi o primeiro embate cara a cara entre os dois na televisão desde o início da campanha. O confronto teve trocas de acusações de corrupção, perguntas sem resposta e provocações envolvendo familiares.
O petista deu a declaração em um contexto em que questionava o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o tesouraço que propõe em despesas.
"Você vai pedir uma motosserra emprestada do [Javier] Milei?", indagou Lula no primeiro bloco do programa. "O tesouraço vai cair nas costas de quem?"
O senador afirmou que iria cair nas costas do petista. Ele citou privilégios e uma viagem da primeira-dama, Janja da Silva. Também mencionou um valor de R$ 7 bilhões de gastos com a mulher do presidente. "Eu vou tirar dele e da Janja."
A agência de checagem Lupa apontou como falsa a afirmação e disse que na realidade a cifra é próxima do total gasto em viagens por toda a estrutura do governo federal de 2023 a 2025.
Na sequência, Lula afirmou que essa "carinha dele é a carinha do mentiroso contumaz", do "malandro carioca que finge que não finge e mente descaradamente".
No segundo bloco, com perguntas dos mediadores sobre o tema da saúde, Flávio iniciou a fala se solidarizando com "todos os meus irmãos e irmãs do Rio de Janeiro".
"Eu fui aqui chamado de malandro pelo meu concorrente. É assim que ele trata as pessoas quando ele tem um estado como o Rio de Janeiro, uma maioria que escolhe a mudança e não a continuidade desse atual programa", disse ele.
No primeiro turno das eleições, Flávio registrou mais votos no estado. O senador obteve 53,01% dos votos, ante 39,41% do petista. Na capital fluminense, o filho do ex-presidente também largou na frente. Foram 47,88%, contra 43,91% do atual mandatário.
Apoiadores de Flávio Bolsonaro reclamaram nas redes sociais da declaração de Lula. O juiz Marcelo Bretas, que atuou na Operação Lava Jato no Rio e foi aposentado compulsoriamente, postou: "Carioca não é malandro".
O deputado estadual do PL-RJ Anderson Moraes publicou: "É isso que você pensa do carioca, Lula?"
O senador reeleito Carlos Portinho, também do PL-RJ, criticou: "Carioca é trabalhador. Não pode ser usado como símbolo de malandro".