Preso por tentativa de golpe de Estado e inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve a atual mulher, dois filhos e um irmão eleitos em dois estados e no Distrito Federal.
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No Senado serão dois nomes: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita pela capital federal com votação recorde, e Carlos Bolsonaro (PL), por Santa Catarina.
Bolsonaro ainda terá o filho Jair Renan (PL-SC) e Renato Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, como representantes na Câmara dos Deputados, indicam os dados de mais de 99% das urnas apuradas.
Principal nome do clã Bolsonaro na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputará o segundo turno das eleições à Presidência da República contra o atual presidente, Lula (PT).
O resultado das eleições ainda amplia a presença do entorno político de Michelle. Ela terá como primeiro suplente o irmão Diego Torres (PL). Outro irmão, Eduardo Torres (PL), será suplente de deputado distrital.
Michelle teve mais de 398,5 mil votos, equivalentes a 29,05% dos votos totais, consolidando a ex-primeira-dama como força feminina entre nomes da direita. Ela ainda alavancou a candidatura de Bia Kicis (PL), eleita com 886,6 mil votos (27,44%), que chegou a aparecer na quarta posição na pesquisa Datafolha de 21 de agosto, cinco pontos atrás de Leila do Vôlei, do PDT.
Dos cinco filhos de Bolsonaro, apenas dois ficaram fora da disputa eleitoral: a mais nova, Laura, que tem 15 anos, e Eduardo Bolsonaro (PL), que se autoexilou nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado federal.
Eduardo queria concorrer ao cargo de suplente de senador na chapa de André do Prado (PL) por São Paulo, que foi eleito neste domingo. O filho de Bolsonaro, porém, desistiu do plano em julho, sob a avaliação de que a candidatura seria barrada pela Justiça Eleitoral
Rogéria Bolsonaro (PL), ex-mulher de Bolsonaro, será suplente de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Ela é mãe de Flávio, Carlos e Eduardo.
Flávio planejava colocar a mãe como suplente de Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo (RJ). A articulação acabou frustrada depois que Canella foi alvo de mandado de busca e apreensão em julho, acabou preso em flagrante por portar um fuzil calibre .556 no carro e desistiu da candidatura.
Após sete mandatos consecutivos como vereador do Rio de Janeiro, Carlos disputou uma vaga ao Senado por SC em meio à ofensiva da oposição para reverter o atual jogo de forças, obter maioria e conseguir aprovar o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Carlos foi o segundo mais votado ao Senado, com 2 milhões de votos, atrás de Carol de Toni (PL), que teve 2,6 milhões. Ele mudou o domicílio eleitoral para Santa Catarina em dezembro de 2025.
O filho de Bolsonaro superou a votação de Esperidião Amin (PP), que há mais de cinco décadas ocupava postos de destaque na política do estado: nomeado pela ditadura militar, tornou-se prefeito de Florianópolis em 1975; depois, já eleito, comandou novamente a capital, foi governador, deputado federal e senador.
A família Bolsonaro começou a se ramificar para a política catarinense por meio do "filho 04", Jair Renan (PL), que foi eleito vereador de Balneário Camboriú (SC) em 2024. Agora, ele recebeu 131,5 mil votos, quarta maior votação a deputado federal do estado.
Já Renato Bolsonaro (PL), irmão de Bolsonaro, disputou as eleições para deputado federal por São Paulo com um dos números mais cobiçados no PL, o 2222. Das oito vezes em que foi candidato antes de 2026, Renato havia vencido apenas uma: foi eleito vereador por Praia Grande (SP) em 1996.
Na disputa atual, recebeu 378,3 mil votos, sexto melhor resultado entre os candidatos a deputado federal.