09 de setembro de 2026
ESTAGNADO

Brasil fica abaixo da média mundial nas 3 áreas do Pisa

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Na América Latina, o país ficou atrás de Uruguai, Chile, Costa Rica, Colômbia e México.

O Brasil teve desempenho abaixo da média da OCDE nas três áreas avaliadas pelo Pisa 2025, segundo resultados divulgados nessa terça-feira (8). Em matemática, o país registrou 377 pontos e ficou em 71º lugar entre 89 países.

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As médias brasileiras foram de 377 pontos em matemática, contra 463 da OCDE; 409 em ciências, ante 482; e 408 em leitura, enquanto a média foi de 463.

No ranking geral, o Brasil ficou em 67º em ciências e 52º em leitura. Na América Latina, o país ficou atrás de Uruguai, Chile, Costa Rica, Colômbia e México, e à frente de Peru, Equador, Argentina, El Salvador e Paraguai.

Em matemática, o Brasil ficou atrás de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia. Em leitura, ficou atrás apenas de Chile e Uruguai entre os países latino-americanos.

Os resultados foram semelhantes aos de 2022, quando o Brasil registrou 379 pontos em matemática, 403 em ciências e 410 em leitura.

Em ciências, 48% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 de proficiência, contra 74% na média da OCDE. Em matemática, foram 28%, ante 65%, e em leitura, 49%, contra 69%.

O desempenho de alto nível também foi menor: 1% dos brasileiros atingiu os níveis 5 ou 6 em ciências, contra 7% na média da OCDE. Em matemática, foram quase 0%, ante 8%, e em leitura, 1%, contra 6%.

O Pisa avalia estudantes de 15 anos em 89 países. Os melhores desempenhos foram registrados pelas regiões chinesas de Beijing, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, consideradas juntas na avaliação, e por Singapura. Estônia, Japão, Coreia, Macau, Taipei Chinesa e Reino Unido também se destacaram.

O relatório aponta ainda que a média da OCDE foi a mais baixa já registrada nas três principais áreas. A avaliação também identificou queda em habilidades de leitura relacionadas à análise de informações, conexão entre fontes e pensamento crítico. A leitura apressada quase dobrou desde 2018.

Com informações da CNN Brasil.