Imagens obtidas pela polícia mostram a fila de pessoas para o curso de operação de drones oferecido o por traficantes no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. As cenas foram registradas há cerca de duas semanas e fazem parte de investigações sobre o uso desses equipamentos pelo crime organizado.
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Segundo a polícia, grupos criminosos passaram a adaptar drones para lançar granadas contra rivais.
Os equipamentos também preocupam autoridades por causa de voos próximos a rotas de helicópteros e aeronaves que chegam e saem do Aeroporto de Jacarepaguá. Segundo um piloto ouvido pelo RJ2, uma colisão entre drone e aeronave pode provocar danos graves.
As investigações apontam ainda que criminosos utilizam drones para monitorar territórios e acompanhar a movimentação policial. A Polícia Civil investiga atualmente 18 ocorrências de bombas lançadas por drones.
No Complexo do Alemão, imagens aéreas analisadas pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) mostram estruturas construídas sobre ruas e vielas. Segundo a polícia, os telhados dificultam ataques com drones e também o monitoramento aéreo.
Dados do Disque-Denúncia mostram aumento dos registros relacionados ao uso de drones com explosivos. O primeiro relato é de 2023. Em 2024, foram quatro registros. Em 2025, foram 73 denúncias envolvendo traficantes e outras 14 relacionadas a milicianos.
Com informações do g1.