20 de agosto de 2026
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA

Vice de Marçal, 'Avalanche' é réu por vínculo com PCC

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/ @leonardoavalanche/Instagram
Avalanche também é investigado em outros inquéritos da Polícia Federal.

Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal, é réu na Justiça de São Paulo por associação criminosa, ameaça, violência política contra mulher, constrangimento ilegal e manipulação de sistema público de informações, apurou o portal Metrópoles. Ele também é investigado em outros inquéritos da Polícia Federal.

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Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Avalanche é apontado como “mentor intelectual” de um esquema que envolveu filiações fraudulentas, falsificação de documentos, ameaças e coação de integrantes do partido. O processo tramita em segredo de Justiça.

A denúncia relata que Rachel de Carvalho, então dirigente do PRTB, sofreu ameaças e foi pressionada a renunciar ao cargo. Segundo o MPE, ela também foi levada a um local onde estavam integrantes declarados do PCC e obrigada a assinar digitalmente um documento de renúncia.

O MPE afirma ainda que Avalanche coordenou uma fraude na eleição interna do PRTB, em fevereiro de 2024, com o recrutamento de pessoas para se passarem por fundadores do partido mediante documentos falsificados. O processo também aponta a transferência fraudulenta de 77 filiados para outra legenda, com o objetivo de impedir a participação deles em uma convenção partidária.

Duas pessoas obtiveram medidas protetivas contra Avalanche. Uma testemunha que trabalhava para ele está sob proteção da Polícia Federal após relatar supostos crimes.

Além de Avalanche, outros quatro acusados são réus no processo. A denúncia atribui a Tarcísio Escobar de Almeida ligação com o crime organizado e afirma que ele se identificou como integrante do PCC durante o episódio envolvendo Rachel. Ele chegou a ocupar a presidência do PRTB em São Paulo, mas deixou o cargo após a divulgação de informações sobre sua suposta ligação com a organização criminosa.

Avalanche não respondeu aos contatos da reportagem. O advogado Joaquim Pereira de Paulo Neto negou as acusações e afirmou que Rachel fez um acordo para deixar o cargo. Ele também negou ligação de sua sócia, Patrícia Reitter, com o PCC e as ameaças atribuídas a ela.

Com informações do Metrópoles.