19 de agosto de 2026
EM DEPOIMENTO

Motorista de Haddad muda versão sobre ação da PM

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/CCTV
Haddad relatou na quarta-feira (12) que seu motorista foi abordado por policiais militares após deixá-lo em casa, na noite anterior.

O motorista de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, apresentou versões diferentes sobre uma abordagem da Polícia Militar ocorrida na noite de terça-feira (11). O profissional prestou depoimento à Polícia Civil na segunda-feira (17), na 2ª Delegacia Seccional, na zona sul da capital.

Leia mais: Haddad relata que seu motorista viu fuzis em viatura da PM

Inicialmente, o motorista relatou a interlocutores que saiu do veículo durante a ação e ouviu palavras de ordem para deixar o local. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou imagens na sexta-feira (14) que não mostram o profissional saindo do carro.

No depoimento, acompanhado por um advogado, ele afirmou que não deixou o veículo. Segundo pessoas da campanha de Haddad, ao escrever em uma conversa pelo WhatsApp “vou até eles perguntar o que está pegando”, o motorista teria hesitado e permanecido dentro do automóvel.

O profissional mantém, porém, o relato de que três policiais desceram da viatura e o intimidaram. Essa versão não pode ser confirmada pelas imagens divulgadas pela SSP, que registram apenas a área até o carro que transportava Haddad. Segundo o relato, os policiais pararam alguns metros à frente, fora do alcance da câmera.

Entenda o caso

Haddad relatou na quarta-feira (12) que seu motorista foi abordado por policiais militares após deixá-lo em casa, na noite anterior. O candidato contou que voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da USP e que, ao chegar à residência, uma viatura “jogou luz no carro”.

Depois que Haddad entrou em casa, o motorista seguiu viagem. Segundo o relato, a viatura continuou acompanhando o veículo, que foi estacionado em frente a um hotel.

Em conversa com advogado via WhatsApp , o motorista escreveu que os policiais estavam o seguindo e relatou medo. Haddad contou que ouviu do motorista que os agentes carregavam fuzis e teriam determinado que o condutor fosse embora após o questionamento.

Esse advogado afirmou que, ainda segundo o motorista, a abordagem durou 40 minutos. Ao relatar o episódio inicialmente, Haddad disse que o carro foi acompanhado pela viatura de forma “um pouco ostensiva e intimidadora” e afirmou: “Quero crer que possa ter havido alguma confusão”.

Com informações do Metrópoles.