O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil - AP), destravou o andamento de três pautas consideradas prioritárias para o governo após ter se encontrado com o presidente Lula (PT).
Leia também: Desenrola e debate sobre 6x1 ajudam a melhorar aprovação de Lula
O petista o recebeu na manhã desta sexta-feira (14), em mais um movimento da reaproximação entre os dois chefes de Poder.
As relações entre os dois vinham estremecidas desde que a indicação de Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal foi barrada no plenário do Senado, impondo uma derrota a Lula.
Nesta sexta (14), Alcolumbre disse ter encaminhado às comissoes as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1, que ele dizia que não debateria antes da eleição, da segurança e dos minerais críticos.
"São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários", disse Alcolumbre, em nota.
Segundo o presidente do Senado, a reunião com Lula foi uma importante conversa institucional.
As três pautas fazem parte do conjunto de propostas que o petista promete avançar, em um eventual quarto mandato.
A proposta de fim da escala 6x1 já foi aprovada pela Câmara, mas está parada no Senado.
A PEC da Segurança Pública, por sua vez, foi aprovada pela Câmara em março. A proposta aumenta o poder da União sobre a área. Lula tem condicionado a criação do Ministério da Segurança Pública, uma de suas promessas na campanha presidencial de 2022, à aprovação da PEC.
Alcolumbre tenta pavimentar sua reeleição como presidente do Senado. O mandato acaba no início do ano que vem, e uma aliança com Lula poderá reforçar a candidatura do parlamentar caso o petista saia vitorioso da eleição presidencial.
A cúpula bolsonarista quer eleger Tereza Cristina (PP-MS) para a presidência do Senado. Nesse sentido, o fim da 6x1 é a pauta que pode fazer retomar a parceria de Lula e Alcolumbre.
A proposta, no entanto, ainda estava travada até a reunião desta sexta. Segundo relatos, o petista insistia para que o senador submetesse o texto ao plenário antes das eleições, mas o parlamentar resistia, argumentando que os pares não desejariam votá-lo até lá.