Mesmo com a taxa de analfabetismo abaixo de 5% pela primeira vez desde 2016, o Brasil ainda tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever em 2025, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (19).
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O número representa uma taxa de 4,9% da população nessa faixa etária e indica que milhões de brasileiros ainda não conseguem ler um bilhete simples. Em relação a 2024, houve redução de 592 mil pessoas analfabetas.
Mais da metade desse total, 4,9 milhões de pessoas, tem 60 anos ou mais, o que corresponde a 58% dos analfabetos no país. Entre idosos, a taxa de analfabetismo chega a 13,8%.
A desigualdade regional também é marcada. O Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos e apresenta taxa de 10,6%, a maior do país.
O estudo mostra ainda diferenças por sexo e raça. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo entre mulheres (13,7%) ficou ligeiramente abaixo da dos homens (14,1%) pela primeira vez. Já entre pretos ou pardos idosos, o índice (20,6%) é quase três vezes maior que entre brancos (7,3%).
Sem considerar os idosos, a taxa de analfabetismo cai para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos.
Os dados fazem parte da PNAD Contínua, pesquisa do IBGE reponderada com base no Censo 2022.