16 de junho de 2026
BLITZ

Bolsonaro tem 24h para explicar arma apreendida com PM

Por José Marques, Luísa Martins e Thaísa Oliveira | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Jair Messias Bolsonaro/Facebook
Moraes afirma que a propriedade de Bolsonaro foi confirmada após consulta a sistema do Exército Brasileiro.

Uma arma do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi apreendida nesta segunda-feira (15), em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.

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Ela estava com um militar chamado como Estácio Leite da Silva Filho. Ele se apresentou como integrante do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, o que o GSI nega.

A informação foi divulgada inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pela reportagem. Procurada, a defesa de Bolsonaro não se manifestou. Estácio foi procurado pela reportagem por mensagem, mas não respondeu até a publicação deste texto.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu 24 horas para que a defesa de Bolsonaro explique por ele mantinha uma arma em casa, com carregador sobressalente, e pediu reparo no equipamento.

Na decisão, Moraes afirma que a propriedade de Bolsonaro foi confirmada após consulta a sistema do Exército Brasileiro.

O militar alvo da blitz foi encaminhado a uma delegacia e relatou que levava a arma para reparos, devido a uma pane, e que pretendia devolvê-la nesta terça-feira (16).

Na abordagem, o PM que parou Estácio disse que pretendia fazer o teste do bafômetro, mas percebeu uma pistola no assoalho do carro. Em reação, o motorista fechou repentinamente o vidro do veículo.

"Diante disso, abri a porta do condutor e recolhi a arma. Solicitei que ele encostasse o veículo no acostamento, ocasião em que desceu e declarou ser integrante do GSI, afirmando que trabalhava com o ex-presidente Jair Bolsonaro", declarou o policial.

Inicialmente, Estácio disse que a arma era dele, mas a informação não estava de acordo com a verificação feita pela polícia.

"Indaguei novamente, e ele declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a arma ficava dentro do veículo. Que não estava com o registro da arma. Posteriormente, localizei também um carregador sobressalente da arma de fogo. Diante dos fatos, conduzi o envolvido até esta delegacia para as providências cabíveis", disse o PM.

Em nota, a PM-DF disse que, em uma abordagem feita em Taguatinga (região administrativa do DF), "um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo".

"Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP."

O GSI afirma que Estácio nunca trabalhou no órgão durante o governo Lula (PT). O GSI diz que não é responsável pela segurança de ex-presidentes da República, o que inclui Bolsonaro, e que os servidores à disposição dos ex-mandatários são escolhidos e indicados por eles.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após ficar internado por duas semanas em um hospital de Brasília, com broncopneumonia bacteriana em ambos os pulmões.