O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Durante evento em Sergipe, Lula afirmou que o Brasil combaterá as facções em seu território e declarou que o país não aceita ser tratado como “moleque” ou “republiqueta”.
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Na cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras em Laranjeiras (SE), o presidente reconheceu o impacto das facções sobre a população brasileira, mas reagiu às declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre o tema.
Lula também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, que esteve recentemente nos Estados Unidos e se reuniu com autoridades norte-americanas. Segundo o presidente, o parlamentar teria buscado apoio externo para pressionar o Brasil.
O presidente se manisfestou um dia após o governo dos EUA incluir PCC e CV em listas de organizações terroristas e de grupos sujeitos a sanções. A medida prevê restrições e punições para pessoas e empresas que mantenham relações financeiras ou materiais com integrantes das facções.
No Palácio do Planalto, ministros do governo federal se reuniram para discutir os impactos da decisão e elaborar uma resposta oficial. Integrantes do Executivo avaliam que a classificação pode gerar reflexos sobre a soberania nacional e ampliar a pressão internacional sobre o combate ao crime organizado no Brasil.
Com informações do Metrópoles.