27 de maio de 2026
ANOS DE 'MÁ-FÉ'

Ação detalha como Itaú ocultava cobranças indevidas nos cartões

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/bancariosriodosul
Serviços como “Seguro AP Premiado”, “Proteção Perda e Roubo” e “Renda Premiada Master” eram lançados mensalmente nas faturas sem autorização dos consumidores.

Uma ação civil coletiva do Ministério Público de Minas Gerais detalha como o Itaú Unibanco inseria cobranças de seguros e serviços não contratados nas faturas de cartões de crédito de clientes. Segundo o processo, os valores apareciam com nomes genéricos e diferentes descrições para dificultar a identificação da origem da cobrança e impedir o cancelamento dos débitos.

Leia mais: Itaú impõe exigências para devolver valores de cobrança indevida

De acordo com a ação, que classifica a prática como de “extrema má-fé”, serviços como “Seguro AP Premiado”, “Proteção Perda e Roubo” e “Renda Premiada Master” eram lançados mensalmente nas faturas sem autorização dos consumidores. O Ministério Público afirma que a prática durou anos e atingiu milhares de clientes.

O documento aponta que os consumidores pagavam os valores indevidos por medo de sofrer cobrança de juros, multas e encargos financeiros caso deixassem parte da fatura em aberto. A investigação também identificou casos em que o banco manteve os débitos mesmo após pedidos de cancelamento.

Havia também cobranças em cartões bloqueados, nunca utilizados ou não solicitados pelos clientes. Segundo o Ministério Público, o esquema também atingiu cartões administrados pelo Itaú em parceria com empresas como Magazine Luiza, Azul, TIM e Volkswagen.

O acordo firmado entre o banco e o MP prevê ressarcimento apenas para clientes que registraram reclamações formais até dezembro de 2025 e consigam comprovar que não contrataram os serviços cobrados.

Com informações do Metrópoles.