12 de maio de 2026
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Alimentos e remédios puxam alta da inflação; veja o que encareceu

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
Os maiores impactos vieram dos grupos de alimentos e bebidas e saúde e cuidados pessoais.

A inflação oficial do país ficou em 0,67% em abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da desaceleração em relação a março, quando o índice foi de 0,88%, os preços acumulam alta de 2,60% no ano e de 4,39% nos últimos 12 meses.

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Os maiores impactos vieram dos grupos de alimentos e bebidas e saúde e cuidados pessoais. A gasolina também teve peso importante no resultado do mês.

Dentro da alimentação no domicílio, os principais aumentos registrados foram:

Já alguns produtos tiveram queda:

Segundo o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, a alta dos alimentos está ligada à menor oferta de produtos e ao aumento nos custos de produção e transporte.

“Com o clima mais seco, há redução das pastagens e aumento do uso de ração, o que encarece a produção de leite. O preço dos combustíveis também impacta o frete e o valor final dos alimentos”, explicou.

A alimentação fora de casa também ficou mais cara. O lanche subiu 0,71% e as refeições, 0,54%.

No grupo saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16%. Os produtos farmacêuticos avançaram 1,77% após o reajuste autorizado nos medicamentos em abril. Os artigos de higiene pessoal subiram 1,57%, com destaque para perfumes, que ficaram 1,94% mais caros.

O grupo habitação registrou aumento de 0,63%, influenciado principalmente pelo gás de botijão, que subiu 3,74%, e pela energia elétrica residencial, com reajustes em cidades como Rio de Janeiro, Campo Grande, Salvador, Recife, Aracaju e Fortaleza.

Nos transportes, houve desaceleração. O grupo passou de 1,64% em março para 0,06% em abril, puxado pela queda de 14,45% nas passagens aéreas. Tarifas de ônibus urbano e metrô também recuaram em algumas capitais devido a gratuidades aos domingos e feriados.

Por outro lado, os combustíveis continuaram em alta:

O gás veicular caiu 1,24%.

Entre as capitais pesquisadas, Goiânia teve a maior inflação do mês, com 1,12%, influenciada pela gasolina e pela taxa de água e esgoto. Brasília registrou a menor variação, de 0,16%, puxada pela queda nas passagens aéreas e na gasolina.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para famílias de renda mais baixa, subiu 0,81% em abril. No acumulado do ano, o índice registra alta de 2,70%.