A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, alta de 1 ponto percentual em relação ao período anterior, quando estava em 5,1%. O aumento acompanhou a expansão do número de pessoas sem trabalho, que chegou a 6,6 milhões -- crescimento de 19,6% no trimestre, equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas.
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Apesar da alta recente, o índice segue abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando era de 7,0%, e representa o menor nível para trimestres encerrados em março desde o início da série histórica, em 2012.
O avanço do desemprego acompanha a redução da população ocupada, que caiu para 102 milhões de pessoas, recuo de 1% no trimestre. O nível de ocupação também diminuiu, passando de 58,9% para 58,2%.
A taxa de subutilização da força de trabalho — que inclui desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar — subiu para 14,3%, alta de 0,9 ponto percentual no trimestre. Ao todo, 16,3 milhões de pessoas estavam nessa condição.
Entre os indicadores do mercado de trabalho, o rendimento médio mensal atingiu R$ 3.722, com alta de 1,6% no trimestre e de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de rendimentos também bateu recorde, somando R$ 374,8 bilhões.
No setor privado, o número de empregados com carteira assinada ficou estável em 39,2 milhões no trimestre, enquanto o total de trabalhadores sem carteira recuou 2,1%. Já o emprego no setor público caiu 2,5% no período.
A informalidade atingiu 37,3% dos trabalhadores, com leve queda em relação ao trimestre anterior.