Imagens de câmeras corporais contradizem o relato de policiais militares sobre a morte do empresário Daniel Patrício Santos Oliveira, de 29 anos, na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro, na madrugada de 22 de abril.
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Os agentes alegaram tentativa de abordagem e afirmaram que o motorista teria avançado contra a equipe, o que motivou os disparos. As gravações, no entanto, mostram que o veículo foi monitorado por mais de uma hora antes da ação, com troca de informações sobre o trajeto e pontos de interceptação.
Nos registros, não há bloqueio, blitz ou ordem de parada antes dos tiros. Um dos policiais se aproxima a pé e efetua disparos de fuzil contra o carro. O empresário foi atingido na cabeça e morreu no local. Três pessoas que estavam com ele não ficaram feridas.
Após o ocorrido, os próprios policiais aparecem discutindo a versão a ser apresentada, com menções a “troca de tiros” e “legítima defesa”, narrativa repetida posteriormente.
Os dois agentes foram indiciados por homicídio doloso, com base na análise das imagens pela Corregedoria da Polícia Militar. O Ministério Público investiga o caso para apurar a motivação da ação.
O governo do estado informou que determinou indenização à família e ofereceu acompanhamento psicológico. O empresário era casado, tinha uma filha e planejava se mudar com a família.
Com informações do g1.