O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27) pelo relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), pede o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outras 220 pessoas por suspeitas relacionadas a descontos irregulares em benefícios previdenciários.
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O documento, com aproximadamente 4.400 páginas, inclui parlamentares, ex-ministros de governos Lula e Jair Bolsonaro, dirigentes e ex-dirigentes do INSS e da Dataprev, representantes de instituições financeiras e operadores apontados como integrantes do esquema, como Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o relatório, as investigações identificaram falhas de controle e fiscalização que permitiram a aplicação de cobranças não autorizadas a aposentados e pensionistas. A comissão também aponta a atuação de entidades associativas e de servidores públicos na operacionalização dos descontos.
A leitura do parecer provocou discussões entre parlamentares e foi interrompida temporariamente por problemas na disponibilização do texto no sistema da comissão. Após a publicação do documento, a sessão foi retomada.
A CPMI foi instalada em 2025 para apurar suspeitas de descontos indevidos em benefícios do INSS. O relatório ainda precisa ser votado pela comissão, cujo prazo de funcionamento se encerra neste sábado (28).
Com informações do g1