A engenheira Poliana Frigi, de 27 anos, voltou a treinar após a polêmica envolvendo uma academia de São José dos Campos, quando ela foi repreendida pelo uso de um top, sob a justificativa de que havia "homens casados" no ambiente.
Apesar do retorno às atividades, ela deixou claro que não pretende voltar ao local onde foi abordada. “Voltei a treinar, mas não na mesma academia, lá eu não volto mais”, afirmou a jovem.
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O retorno foi compartilhado nas redes sociais, na noite de terça-feira (24), onde Poliana publicou a mensagem “Voltando com os treinos”, acompanhada da hashtag #todosdetop, em uma referência direta ao episódio que ganhou repercussão nacional.
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O caso foi revelado por OVALE e gerou ampla discussão após a engenheira relatar que foi orientada por uma funcionária de uma unidade da academia John Boy a vestir uma camiseta por cima do top. Segundo Poliana, a justificativa incluiu supostos riscos à segurança e a presença de “homens casados” no ambiente.
Foto tirada já na nova academia e com top
A situação dividiu opiniões e reacendeu discussões sobre vestimenta em academias, comportamento e limites na abordagem de clientes. Em vídeo publicado anteriormente, Poliana disse que se sentiu constrangida.
“Na hora eu fiquei em choque”, relatou. Após o episódio, ela deixou o local e já havia afirmado que não retornaria.
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Em nota, a academia John Boy informou que pediu desculpas à aluna e abriu uma apuração interna para esclarecer o ocorrido. A empresa também anunciou a revisão de protocolos de atendimento e a realização de treinamentos com foco em respeito, diversidade e inclusão.
Segundo a academia, houve tentativa de contato direto com Poliana após a repercussão do caso.
A volta da engenheira aos treinos, mantendo o uso de top, voltou a mobilizar as redes sociais, com manifestações de apoio e críticas.
Especialistas apontam que o episódio levanta debates sobre liberdade individual, normas internas de estabelecimentos e a forma como abordagens devem ser conduzidas para evitar constrangimentos.