A eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro só será discutida após a Polícia Federal concluir a extração de dados dos celulares apreendidos na última fase da Operação Compliance Zero.
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Investigadores recolheram mais três aparelhos no momento da prisão do empresário, realizada na quarta-feira (4), em São Paulo. Os dispositivos estão lacrados e ainda não passaram por perícia. Ao todo, são oito celulares vinculados a Vorcaro sob análise.
A PF pretende avaliar a extensão dos fatos e os possíveis envolvidos antes de qualquer negociação. Pela Lei das Organizações Criminosas, acordos de colaboração podem ser firmados tanto pelo Ministério Público quanto pelo delegado responsável pelo caso.
A possibilidade de delação ganhou força após o vazamento de mensagens que indicam proximidade do banqueiro com autoridades. Um dos nomes citados foi o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que negou ser destinatário das mensagens mencionadas. Segundo o ministro, análise técnica apontou que os registros não estavam vinculados aos seus contatos.
O relator do caso no STF, André Mendonça, determinou a abertura de inquérito para apurar o vazamento das informações extraídas do celular do banqueiro.
Vorcaro foi preso novamente na terceira fase da operação, que investiga a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). Ele está detido na Penitenciária Federal de Brasília.
Com informações do Metrópoles.