05 de março de 2026
QUEBRA DE SIGILO

Lula e aliado petista transferiram R$ 873 mil para Lulinha

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Instagram via Itatiaia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o dirigente petista Paulo Okamotto transferiram juntos R$ 873 mil para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Parte do valor foi posteriormente aplicada pelo filho do presidente em fundos de investimento do Banco do Brasil, divulgou o portal Metrópoles, após acessar o conteúdo da quebra de sigilo de Lulinha.

Leia mais: Lula reage à quebra de sigilo de Lulinha por Mendonça

Segundo registros bancários, Lula fez três transferências que somam R$ 721,3 mil: um depósito de R$ 384 mil em 22 de julho de 2022, enquanto outros dois — de R$ 244,8 mil e R$ 92,4 mil — foram feitos em 27 de dezembro de 2023, a partir de uma conta do presidente no Banco do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP).

Na mesma data do primeiro repasse, Paulo Okamotto enviou R$ 152.488,39 para Lulinha. À época, ele presidia a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, e também atua como diretor do Instituto Lula. O motivo da transferência não foi registrado.

Dois dias após receber o depósito de R$ 384 mil, Lulinha aplicou R$ 386 mil no fundo BB Renda Fixa Longo Prazo High, voltado a investimentos em títulos públicos e privados. Antes dessa movimentação, o saldo da conta era de pouco mais de R$ 12 mil.

Situação semelhante sucedeu os repasses feitos em dezembro de 2023. Antes das transferências, a conta tinha saldo de cerca de R$ 5 mil. Depois de receber R$ 489 mil, Lulinha investiu pouco menos de R$ 300 mil em fundos do Banco do Brasil, incluindo o BB Referenciado DI Plus Estilo.

Após as aplicações, foram descontados quase R$ 180 mil classificados como “taxa de custódia”, deixando a conta com saldo negativo próximo de R$ 2 mil.

Os dados constam na quebra de sigilo de uma conta bancária de Lulinha. Documentos indicam que ele movimentou quase R$ 20 milhões nesse mesmo período, entre 2022 e 2025.

Aliados do empresário afirmaram que parte dos recursos movimentados na conta seria proveniente de herança. A defesa de Lulinha também nega qualquer ligação dele com o “Careca do INSS” ou com investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias, e diz que eventuais esclarecimentos serão prestados ao Supremo Tribunal Federal.

Com informações do Metrópoles.