16 de janeiro de 2026
DECISÃO 'ATÍPICA'

PF cancela oitivas do Master após Toffoli encurtar prazo

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Nelson Jr./STF
Toffoli justificou a mudança alegando limitações de pessoal e de espaço físico nas dependências do STF.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a reformulação do cronograma de depoimentos no inquérito que apura suspeitas envolvendo o Banco Master e fixou que as oitivas ocorram no intervalo máximo de dois dias. Após a decisão, tomada em 13 de janeiro, a Polícia Federal cancelou os depoimentos que estavam previstos para entre 23 e 28 de janeiro.

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Relator do caso, Toffoli justificou a mudança alegando limitações de pessoal e de espaço físico nas dependências do STF. No despacho, o ministro ordenou que a PF apresente novas datas concentradas, para viabilizar a organização dos trabalhos e as intimações pela Secretaria Judiciária, e informou que outros pedidos do inquérito só serão analisados após a conclusão dessas diligências.

Segundo fontes ouvidas pelo SBT News, a determinação provocou mal-estar na Polícia Federal. Integrantes da corporação consideram atípica a realização das oitivas no STF e apontam dificuldades operacionais para concentrar todos os depoimentos em apenas dois dias, o que levou ao cancelamento da agenda.

A relação entre a PF e o Supremo já vinha tensionada por decisões anteriores no mesmo inquérito, incluindo a destinação do material apreendido na operação Compliance Zero. Após críticas internas, Toffoli autorizou que peritos da PF atuem, sob indicação dele, na análise do material, como auxiliares da Procuradoria-Geral da República. Nos bastidores, investigadores relatam preocupação com limitações impostas à condução das apurações.

*Com informações do SBT News