11 de julho de 2026
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Mortos em ação no RJ tinham ficha criminal; governo divulga nomes

Por | da Rede Sampi
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Reprodução de vídeo/policiacivil_rj/Instagram
Chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, e secretário de Segurança Pública, Victor Santos, em coletiva de imprensa.

Até o momento, a maior parte dos 99 mortos na Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão na última terça (28), tinham histórico criminal, segundo o governo do Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas pelo governador Cláudio Castro em vídeo e detalhadas até agora pelo chefe da Polícia Civil, Felipe Curi, e pelo secretário de Segurança Pública, Victor Santos, durante a coletiva de imprensa desta manhã de sexta-feira (31).

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Identificação dos mortos e origem dos criminosos

Curi afirmou que, até este momento, 99 criminosos foram identificados, sendo 40 de outros estados: 13 do Pará, 7 do Amazonas, 6 da Bahia, 4 do Ceará, 1 da Paraíba, 4 de Goiás, 1 de Mato Grosso e 3 do Espírito Santo.

"Os complexos do Alemão e da Penha se tornaram centros de distribuição para várias comunidades. Chegam em torno de 10 toneladas de drogas por mês para esses outros complexos de favelas. São negociados ainda de 50 a 70 fuzis por mês, que também são distribuídos para essas outras comunidades", disse Felipe Curi.

Líderes do tráfico entre os mortos

Entre os mortos está Washington César Braga da Silva, o “Grandão” ou “síndico da Penha”, apontado como uma das principais lideranças do tráfico na região. Ele seria responsável por coordenar o pagamento dos traficantes, definir regras internas da quadrilha e administrar os recursos financeiros do grupo.

O arsenal apreendido impressionou os investigadores: entre os fuzis estavam armas usadas por exércitos da Venezuela, Argentina, Peru e Brasil. “Chamou nossa atenção, embora não seja algo inédito, a presença de fuzis de forças armadas não só do Brasil como de outros países da América do Sul”, disse o delegado Vinicius Domingos, da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos.

“Organização terrorista”, diz chefe de Polícia Civil

Felipe Curi afirmou que “é preciso uma mobilização nacional no combate a essa organização que não é mais uma organização criminosa, é uma organização terrorista com práticas terroristas e táticas de guerrilha que dão ordens para a execução de desafetos e agentes públicos, que oprimem o morador da comunidade”.

Segundo o chefe de Polícia Civil, 78 mortos na operação tinham um histórico criminal “relevante”, e outros 42 possuíam mandados de prisão em aberto. Ele também negou que tenha havido vazamento de informações. “Se houvesse vazamento, não teria tido o resultado que teve. Não tem nada que comprove isso. É importante desmistificar esse tipo de narrativa. Houve uma movimentação de 2,5 mil agentes, de veículos blindados, viaturas. Isso é inevitável”, declarou.

Governo prepara plano de retomada de territórios

Victor Santos, secretário de Segurança do Rio, disse que o plano de retomada de territórios no estado, elaborado por determinação da ADPF 635, será entregue ao governo federal no dia 20 de dezembro.

“Estado nenhum no Brasil tem condições de fazer de forma permanente ocupação dentro de comunidades. Se a gente pegar todo o efetivo e dividir pelas comunidades, daria 7 policiais por comunidade. A solução não é a ocupação. A solução é a retomada”, afirmou.

Complexos eram base logística do crime

Segundo a Secretaria de Segurança, os complexos da Penha e do Alemão funcionavam como base logística para o crime organizado de várias regiões do país, recebendo drogas e armas que abasteciam outras comunidades. O governo informou que a lista completa dos mortos na operação será divulgada após a conclusão dos laudos do Instituto Médico Legal.