O tenente-coronel Mauro Cid, delator da trama golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares de alta patente, pediu para ir para a reserva do Exército, sob a alegação de que não tem mais condições psicológicas de permanecer na ativa. A informação foi divulgada por sua defesa nesta terça-feira (2), durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo o advogado Jair Alves Ferreira, a delação premiada teve um “alto custo pessoal” para Cid, que passou a ser visto como traidor por colegas e enfrentou isolamento. O próprio militar teria classificado o processo de colaboração como “traumático”, já que implicou Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto , preso por tentar obstruir investigações, e outros generais.
A defesa destacou que os depoimentos de Cid foram decisivos para expor os bastidores do plano golpista. O pedido de passagem para a reserva foi protocolado há cerca de um mês e ainda não foi analisado pelo Exército, informou o G1.
Réu no processo, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro responde por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada e dano ao patrimônio da União.