Campinas vai receber um data center de alta capacidade voltado ao processamento de aplicações de inteligência artificial, com investimento inicial estimado em R$ 5 bilhões. O projeto será implantado no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), em Barão Geraldo, e poderá alcançar R$ 20 bilhões nas diferentes fases de expansão.
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A previsão é de geração de cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos. O anúncio foi feito pela Terranova. Durante o evento, a Prefeitura também entregou o alvará que autoriza o início das obras.
O chamado Campus Campinas ocupará uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados, dos quais cerca de 115 mil metros quadrados serão destinados à área construída. A Terranova foi a primeira empresa a receber incentivo fiscal para se instalar no PIDS.
Na primeira fase, o projeto prevê 216 MW de capacidade de tecnologia da informação, com possibilidade de expansão para 386 MW. A subestação elétrica terá capacidade inicial de 300 MW e poderá chegar a 1 GW no futuro.
A estrutura foi planejada para operações de grande volume de processamento, especialmente voltadas à inteligência artificial e serviços digitais de alta demanda computacional.
Projeto pode chegar a R$ 20 bilhões
Os R$ 5 bilhões anunciados correspondem à fase inicial. Com as ampliações previstas até 2029, o investimento total poderá alcançar R$ 20 bilhões, segundo a empresa. A expectativa é atrair grandes clientes globais do setor de tecnologia e ampliar a presença de Campinas no mercado de infraestrutura digital.
Um dos pontos destacados no projeto é o sistema de resfriamento líquido em circuito fechado, desenvolvido para reduzir o consumo de água na refrigeração dos equipamentos. Segundo a Terranova, a tecnologia também deve melhorar a eficiência energética do complexo.
Do total da área, cerca de 285 mil metros quadrados serão preservados como áreas verdes ou destinados ao município. O empreendimento prevê ainda novas vias, infraestrutura urbana e sistemas de tratamento de água e esgoto.
Formação de mão de obra
O projeto também prevê parcerias com universidades, centros de pesquisa e instituições de capacitação da região. A intenção é formar profissionais especializados para atuar na operação do data center e em empresas relacionadas à cadeia de tecnologia. A primeira fase começa agora e a expansão do campus está prevista de forma gradual até 2029.