Um ator registrou boletim de ocorrência após afirmar que foi agredido durante as gravações do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Memorial da América Latina, na Zona Oeste de São Paulo.
Segundo o relato, a confusão se deu durante a revista na entrada do set de filmagem, quando integrantes da equipe informaram que os atores passariam por inspeção por se tratar de produção estrangeira.
De acordo com o boletim, o ator segurava uma blusa quando um integrante da equipe puxou a peça de sua mão e pediu que ele deixasse o local. Ele também afirmou que foi chamado de “ladrão” e retirado da área por seguranças.
O ator retornou ao set para buscar pertences e trocar de roupa, quando houve nova discussão com um segurança.
“Nisso, eu só levantei a mão para pedir pra ele se afastar um pouco, e ele deu um tapa na minha mão. Aí eu o empurrei para sair de cima de mim, nisso ele voltou e me deu um soco no rosto e testa”, diz trecho do boletim.
Documento médico da UPA que atendeu o homem aponta um ferimento de menos de um centímetro na cabeça.
A Secretaria da Segurança Pública informou que abriu inquérito para investigar o caso. A produtora Go Up Entertainment não se manifestou até a última atualização da reportagem.
A produção do filme também é alvo de outras apurações: há suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG ligada à empresária Karina Ferreira Gama, sócia da produtora do longa.
O vereador Nabil Bonduki (PT), autor da denúncia, questiona a falta de concorrência no chamamento público e aponta suspeita de superfaturamento superior a R$ 27 milhões.
O STF também investiga a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares enviadas pelo deputado federal Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil. Nessa sexta-feira (15), o ministro Flávio Dino determinou abertura de apuração preliminar sobre possíveis irregularidades envolvendo entidades ligadas à produção do filme.
Com informações do g1.