SAÚDE E BEM-ESTAR

Pilates une força, equilíbrio e consciência corporal

Por Vitor Silva |
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Divulgação
Carolina D'Urbano Lorencini Ramos, de 35 anos, proprietária do Studio Pilates Jundiaí
Carolina D'Urbano Lorencini Ramos, de 35 anos, proprietária do Studio Pilates Jundiaí

Criado pelo alemão Joseph Pilates, o método que leva seu sobrenome combina força, mobilidade, equilíbrio e controle dos movimentos. Em Jundiaí, a professora Carolina D’Urbano Lorencini Ramos, de 35 anos, proprietária do Studio Pilates Jundiaí, explica que a prática trabalha o corpo de forma integrada e pode ser adaptada às necessidades de cada aluno.

O Pilates surgiu a partir dos estudos de Joseph sobre anatomia e movimento. Durante a Primeira Guerra Mundial, enquanto esteve preso em um campo de prisioneiros, ele trabalhou na enfermaria e desenvolveu a ideia de utilizar molas para auxiliar na reabilitação de pacientes acamados. Esse princípio contribuiu para o desenvolvimento dos equipamentos usados atualmente.

A prática é orientada por fundamentos como concentração, respiração, controle, precisão, fluidez e centralização. Mais do que completar uma sequência de exercícios, o método prioriza a maneira como cada movimento é executado. “Não se trata apenas de fazer força, mas de aprender a controlar o corpo”, explica Carolina.

Entre as modalidades mais conhecidas estão o Pilates de solo, também chamado de Mat Pilates, e o realizado em aparelhos. No primeiro, são utilizados principalmente o peso corporal e acessórios, como bolas, rolos e faixas elásticas. Já os aparelhos contam com molas que podem oferecer resistência ou auxiliar na execução dos movimentos.

Reformer, Cadillac, Chair e Barrel estão entre os equipamentos utilizados nas aulas. A resistência das molas permite variar a dificuldade dos exercícios e adaptar a atividade a diferentes condições físicas. Os acessórios também podem ser incorporados tanto às práticas no solo quanto às realizadas nos aparelhos.

A organização das aulas depende da metodologia de cada estúdio e dos objetivos individuais. Segundo Carolina, o atendimento começa com uma avaliação de como o aluno está naquele dia. Na sequência, são trabalhadas capacidades como respiração, mobilidade, força, equilíbrio e consciência corporal, respeitando as possibilidades de cada pessoa.

Os benefícios envolvem diferentes aspectos da condição física. O fortalecimento muscular, a melhora da mobilidade e da flexibilidade e o desenvolvimento do equilíbrio estão entre os resultados buscados. A atenção à respiração e à execução dos movimentos também ajuda o praticante a perceber melhor o próprio corpo.

A postura é outro aspecto trabalhado durante as sessões. Os exercícios estimulam a musculatura que contribui para a estabilidade do tronco e o alinhamento corporal. A combinação entre força, coordenação e controle permite desenvolver essas capacidades de maneira integrada, sem deixar de considerar os limites individuais.

No estúdio, Carolina observa uma procura frequente de pessoas que passam muitas horas sentadas ou trabalham diante do computador. Esse tipo de rotina pode estar associado a desconfortos físicos e à redução da mobilidade. “O Pilates ajuda a fortalecer a musculatura, melhorar a mobilidade e desenvolver a consciência corporal, que é extremamente importante para o dia a dia”, afirma.

A relação com a reabilitação foi justamente um dos fatores que levaram a professora a escolher a área. Carolina conheceu o método durante a faculdade, fez a formação em Pilates e se identificou com a possibilidade de adaptar os exercícios a diferentes públicos. Desde então, o trabalho passou a reunir movimento, acompanhamento individual e atenção às necessidades de cada aluno.

Uma experiência do início da carreira permanece entre as mais marcantes. Carolina acompanhou um jovem com artrite reumatoide que sentia dores pelo corpo e apresentava fraqueza muscular. Com a progressão gradual dos exercícios e o respeito aos limites dele, ela observou avanços durante o acompanhamento.

Segundo a professora, as mudanças não ficaram restritas ao aspecto físico. O aluno também passou a demonstrar mais confiança e a reconhecer sua capacidade de realizar os movimentos. Para Carolina, a experiência mostrou que o trabalho pode ter impacto na maneira como uma pessoa percebe suas próprias possibilidades.

A professora ressalta que o Pilates não se resume à execução dos exercícios ou ao uso dos aparelhos. A atenção à respiração, à precisão e ao controle faz parte do método e orienta a prática em diferentes níveis. A adaptação das atividades permite que o trabalho seja direcionado aos objetivos e às condições de cada aluno.

Ao combinar fortalecimento, mobilidade e concentração, o Pilates se apresenta como uma opção para quem busca incluir o movimento na rotina. A proposta, segundo Carolina, é trabalhar o corpo de forma consciente e individualizada, com foco não apenas na execução dos exercícios, mas também no bem-estar físico e mental.

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