Itupeva passou a contar, nesta quarta-feira (7), com uma Usina de Resíduos Sólidos da Construção Civil. A estrutura foi inaugurada na Rua Walter Fregnani, no bairro Rio das Pedras, e passa a receber materiais provenientes de obras e demolições realizadas no município.
A usina é operada pela SRB, empresa autorizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) para realizar a atividade em Itupeva. A implantação do empreendimento levou mais de dois anos e envolveu a instalação dos equipamentos e a regularização da documentação necessária para o funcionamento.
Com a nova estrutura, os resíduos gerados por grandes obras da construção civil passam a ter um local específico para recebimento, tratamento e destinação. A medida também permite maior controle sobre o fluxo desses materiais e amplia as possibilidades de reaproveitamento.
Uma das principais mudanças é na destinação dos resíduos transportados por caçambeiros. A partir do funcionamento da usina, esse tipo de material deixa de ser encaminhado ao Aterro Sanitário e passa a ter uma destinação própria.
A mudança busca evitar que resíduos da construção civil que podem ser tratados ou reaproveitados sejam enviados diretamente ao aterro, além de organizar o processo de descarte e destinação desses materiais.
O gerenciamento dos resíduos da construção civil envolve diferentes etapas, desde a geração e o transporte até a destinação final. Em São Paulo, a CETESB utiliza o SIGOR – Módulo Construção Civil para auxiliar no rastreamento desses materiais.
A implantação da usina também atende a uma necessidade apontada anteriormente em documentos de planejamento municipal, que indicavam a ausência de uma estrutura própria para o beneficiamento adequado dos resíduos da construção civil em Itupeva.
Durante a inauguração, o prefeito Rogério Cavalin destacou a necessidade de buscar alternativas para melhorar a gestão dos resíduos sólidos no município. Segundo ele, a nova estrutura representa um avanço na destinação dos materiais provenientes da construção civil.
A Prefeitura também vinha recebendo apontamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) relacionados à situação do Aterro Sanitário e à necessidade de adequações na gestão dos resíduos.
Com a entrada em funcionamento da usina, o município passa a contar com uma estrutura específica para os materiais provenientes de obras e demolições, separando esse fluxo da destinação dos demais resíduos e ampliando o controle sobre o descarte e o possível reaproveitamento.