Jundiaienses deverão movimentar R$ 2,19 bilhões em despesas com saúde neste ano, segundo estimativas do Índice de Potencial de Consumo (IPC) Maps, que faz pesquisas de mercado. O valor representa um crescimento de 6,3% em relação a 2025, quando o consumo do setor foi de R$ 2,06 bilhões. O levantamento considera os gastos com medicamentos e com planos de saúde, tratamentos médicos e odontológicos, segmentados por classes socioeconômicas.
Do total previsto para este ano no município, R$ 915 milhões correspondem à compra de medicamentos, alta de 6,6% sobre os R$ 858,1 milhões do ano passado. Já as despesas com planos de saúde, tratamentos médicos e odontológicos devem alcançar R$ 1,28 bilhão, avanço de 6% em comparação aos R$ 1,21 bilhão do ano anterior.
A análise por faixa de renda mostra que a classe B continua concentrando a maior parcela do consumo em saúde, com potencial de R$ 967,9 milhões, embora registre retração de 7,9% frente a 2025. Em contrapartida, as classes A, C e D/E apresentam crescimento, com destaque para a classe A, que amplia seu potencial de consumo em 30,4%, chegando a R$ 550,6 milhões. A classe C cresce 14%, enquanto as classes D/E avançam 15,6%.
O setor farmacêutico também mantém trajetória de expansão em Jundiaí. O número de farmácias passou de 230 para 235 estabelecimentos entre 2025 e 2026, um aumento de 2,2%.
Região Metropolitana
Em toda a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ), o potencial de consumo em saúde deverá atingir R$ 3,62 bilhões em 2026, crescimento de 8,4% em relação aos R$ 3,34 bilhões do ano passado. As despesas com medicamentos somam R$ 1,56 bilhão, alta de 8,2%, enquanto os gastos com planos de saúde, tratamentos médicos e odontológicos alcançam R$ 2,06 bilhões, aumento de 8,6%.
Assim como em Jundiaí, a classe B concentra o maior volume de gastos na região, com potencial estimado em R$ 1,55 bilhão, embora também apresente leve queda de 1,8% em relação ao ano anterior. Já as classes A, C e D/E registram alta do consumo, puxadas pela classe A, que cresce 31,6%, seguida da C, com alta de 10,3%, e das classes D/E, com avanço de 7,2%.
O levantamento também aponta fortalecimento da rede de varejo farmacêutico regional. O número de farmácias na RMJ passou de 404 para 425 unidades. São 21 estabelecimentos do tipo a mais, equivalente a 5,2%.
Brasil
No país, até o final de 2026, as famílias vão desembolsar 7% a mais com tratamentos, planos de saúde e medicamentos em relação ao ano passado. Ainda segundo a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo brasileiro, esse montante chegará a R$ 537,5 bilhões.
Nos cálculos, são levadas em conta despesas com medicamentos e itens para curativos, bem como com bens e serviços relativos a planos de saúde e tratamentos médico e dentário. O levantamento projeta que R$ 279,7 bilhões sejam gastos só com planos de saúde e tratamentos médico dentário, enquanto R$ 257,8 bilhões serão destinados para a compra de remédios.
Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo responderá por mais de R$ 163,7 bilhões dos gastos com saúde; seguido por Minas Gerais com R$ 62,5 bilhões; Rio de Janeiro e seus R$ 51,7 bilhões; Rio Grande do Sul, na quarta posição, totalizando R$ 35,5 bilhões; e finalmente, Paraná representando R$ 27,7 bilhões nas despesas no setor.
Também em alta, está a quantidade de farmácias no Brasil. Do ano passado para cá, quase 4 mil estabelecimentos foram criados, totalizando hoje cerca de 127 mil unidades.