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Incêndio destrói sonho e confeiteiro pede ajuda em Jundiaí

Dois amigos se juntaram e um sonho de 10 anos se realizou em Jundiaí; em poucos minutos, porém, um incêndio transformou tudo em pesadelo

Por Fábio Estevam | 25/05/2024 | Tempo de leitura: 3 min
Polícia

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Denis e Erick pedem ajuda de amigos, clientes e população em geral
Denis e Erick pedem ajuda de amigos, clientes e população em geral

Oito meses após alugarem um pequeno imóvel na região da Ponte São João, em Jundiaí, como parte de um sonho sendo realizado, de ter uma confeitaria com frente de loja para atender seus clientes, dois amigos de infância, Denis Marcelino de Oliveira e Erick de Jesus Silva, viram o sonho ir pelos ares. Na última terça-feira (21), enquanto Erick trabalhava na produção de recheio para bolos, a mangueira do gás estourou provocando uma espécie de lanca-chamas. Dois extintores existentes no local e mais o do carro dele não foram suficientes para apagar o fogo que rapidamente se alastrou.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, quando chegou, o estrago estava consolidado em mais de R$ 20 mil de prejuízo somente com maquinário, sem contar a recuperação do prédio. Agora, diante da tristeza da incerteza sobre a continuidade ou não da Come Doce, os amigos Denis e Erick clamam a seus amigos, clientes e população em geral, ajuda para se reerguer, por meio de doações através de uma 'vaquinha'.

O SONHO

O sonho de ter uma confeitaria começou há 10 anos, quando Denis trabalhava com uma tia confeiteira, em Campo Limpo Paulista. "Eu peguei gosto pela profissão e abri uma cozinha aqui em casa mesmo (em Jundiaí), e passei a produzir alguns doces, intercalando com meu trabalho CLT em uma empresa, onde eu era ajudante de cozinha", disse ele. "E há seis anos, saí da empresa e passei a viver só de confeitaria, com a cozinha que montei em casa".

Enquanto trabalhava na fabricação de doces, o sonho foi tomando forma. Porém, ao mesmo tempo em que se realizava, a pandemia do Covid-19 surgiu como obstáculo no início de 2020. "Eu estava indo bem, a cozinha já estava ficando pequena para mim e os maquinários, e eu estava até mesmo sobrecarregado na produção de bolos", disse Denis. "Eu não estava dando conta. Mas chegou a pandemia, as pessoas passaram a não sair mais de casa e o sistema Delivery surgiu como solução".

Como os pedidos de bolos esfriaram, Denis teve a ideia de fazer docinhos para entrega, mas para isso precisaria de ajuda. "Tinha meu amigo de infância, o Erick, com quem comentei sobre o Delivery estar em alta e ele me incentivou a fazer. Com a empolgação dele, perguntei se ele aceitaria fazer junto e ele aceitou. Então fizemos algumas aquisições e começamos a trabalhar, ainda na minha casa", recordou.

Denis e Erick superaram com louvor e resiliência o período crítico, assim como o brasileiro, que todos sabem não desiste nunca. "Os bolos voltaram a 'encaixar' e tomamos a decisão de sairmos da minha casa. Buscamos e achamos há oito meses esse imóvel, na Ponte São João, com uma frentezinha de loja, onde poderíamos produzir nos fundos e comercializar na frente, o espaço era maior". O sonho estava realizado, a Come Doce se tornou física com frente de loja!

O PESADELO

O trabalho na produção de bolos e doces na Come Doces é árduo, das 8h às 20 horas, com revezamento no atendimento entre Denis e Erick. Afinal, a realização do sonho estava concretizada, mas era preciso mantê-lo. E tal como o obstáculo da pandemia surgiu sem avisar, assim também ocorreu na última terça-feira, com um incêndio no local. "O imóvel não tem seguro, não temos seguro de nada. Além dos mais de R$ 20 mil de prejuízos com maquinários, teremos o prédio para restaurar, danificou tudo, rede elétrica, vidros, pintura, pisos e azulejos estourados...".

É aí que mais uma vez entra a resiliência, mas desta vez com a necessidade muito maior de ajuda. "Por tudo isso que estamos passando, estamos fazendo essa 'vaquinha', para ver se conseguimos sair dessa. Perdemos as geladeiras, fogão, fornos, microondas, freezer, maquinários assadeiras, prateleiras. O que não queimou, derreteu. Perdemos tudo. Não sei se vamos conseguir continuar ou não, e se vamos conseguir suprir os gastos, mas precisamos dessa ajuda para tentar".

PARA AJUDAR

A 'vaquinha' online tem como objetivo R$ 30 mil, que é o valor estimado para se reerguer e tentar colocar a realização do sonho nos trilhos novamente. Até a publicação desta reportagem, dois dias após a criação da vaquinha, pouco mais de R$ 1,5 mil haviam sido angariados. Para quem quiser e puder ajudar, o endereço é: https://www.vakinha.com.br/4833292

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