OPINIÃO

A fortaleza da corrente humana em ação

4 dias atrás | Tempo de leitura: 2 min

Inúmeros voluntários estavam reunidos na sede do Fundo Social de Solidariedade (FUNSS) de Jundiaí no último sábado, dia 11 de maio, véspera do Dia das Mães. Destaco esse dia porque também estive lá e pudemos, todos juntos, organizar uma pequena parte das 440 toneladas de doações e carregar o imenso caminhão que levou muito mais que alimentos, água, roupas, sapatos, brinquedos, roupas de cama, utensílios domésticos e colchões para a população do Rio Grande do Sul. Levou energia positiva, amor, solidariedade e acolhimento.

Nos dias subsequentes à calamidade e o rasto de destruição que atingiu praticamente 90% dos municípios gaúchos, ou seja, 441 cidades de um total de 497, a sociedade civil naturalmente se organizou com agilidade e eficiência, com foco nas necessidades das pessoas priorizando, num primeiro momento, que chegasse até eles ajuda para a retirada daquelas que ainda estavam em situação de risco. Concomitantemente, o Brasil sensibilizado, ligado em rede, começou a fazer campanhas para providenciar e garantir a chegada de alimentos, saúde, bem-estar e acolhimento, na medida do possível, rompendo entraves e barreiras burocráticas e as adversidades da região alagada.

A fortaleza da corrente humana em ação formada pela sociedade civil, unida sob o guarda-chuva do propósito comum, é composta, em sua grande maioria, por cidadãos, empresários e profissionais liberais. Corre em suas veias o senso de urgência, pois sabem que a agilidade é essencial para quem precisa da ajuda humanitária. O professor, fundador do Grupo Envelhecimento 2.0 e do Gerocast Brasil, especialista em Economia da Longevidade, elencou uma série de motivos pelos quais a sociedade civil tem se destacado na crise das enchentes no Rio Grande do Sul, além dos citados acima:

- Agilidade e eficiência: mobilização rápida, sem burocracias e entraves, agindo de forma ágil e eficiente para atender às necessidades imediatas das vítimas.

- Presença local: entidades e grupos locais possuem profundo conhecimento da realidade das comunidades atingidas, direcionando esforços de forma precisa e eficaz.

- Transparência e prestação de contas: na gestão de recursos doados e na prestação de contas à comunidade, gerando confiança e engajamento.

- Capacidade de adaptação: adaptação rapidamente às mudanças na situação, ajustando suas ações conforme as necessidades das vítimas e o andamento da crise.

- Engajamento voluntário: milhares de pessoas se dedicam voluntariamente, doando tempo, trabalho e expertise, demonstrando grande senso de solidariedade e compromisso com o próximo.

- Inovação e criatividade: busca soluções inovadoras e criativas para os desafios da crise, impulsionando novas formas de ajuda e apoio.

- Fortalecimento da comunidade: ações da sociedade civil promovem a coesão social e o fortalecimento das comunidades, construindo pontes de solidariedade e apoio mútuo.

- Legado duradouro: contribuição para a construção de soluções de longo prazo e a prevenção de futuras tragédias além da crise imediata.

A corrente humana em ação da sociedade civil vem demonstrando o poder e a capacidade de organização das comunidades para superar desafios e construir um futuro melhor.

Rosângela Portela é jornalista, mentora e facilitadora (rosangela.portela@consultoriadiniz.com.br)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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