OPORTUNIDADE

Jundiaiense viaja para maior feira de ciência dos EUA

Por Rafaela Silva Ferreira |
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo Pessoal
Com 16 anos, a jundiaiense Luiza Zaiter foi uma das 18 selecionadas para representar o Brasil
Com 16 anos, a jundiaiense Luiza Zaiter foi uma das 18 selecionadas para representar o Brasil

Dois talentos promissores de São Paulo embarcam para os Estados Unidos no dia 9 de maio. Entre elas está a jovem jundiaiense Luiza Zaiter Costa, de apenas 16 anos, que terá a honra de representar o Brasil na Regeneron ISEF (International Science and Engineering Fair). As jovens foram premiadas na Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia), a maior feira de jovens pesquisadores da América Latina e feira brasileira mais antiga que participa desse importante evento científico.

Realizada entre os dias 11 e 17 de maio em Los Angeles, Califórnia, a ISEF é considerada a maior feira pré-universitária de ciências do mundo, reunindo os jovens mais inovadores e dispostos a desvendar os mistérios da ciência. A jundiaiense Luiza, dedicou-se a um projeto de marcadores moleculares do câncer gástrico. "A ideia surgiu depois que eu perdi meu pai para o câncer de estômago no final de 2022. Como eu presenciei todo aquele sofrimento que ele viveu, quis fazer um trabalho para que outras pessoas que se encontram na mesma situação que ele, tenham mais chance de viver e trazer uma potencial chance de cura. Com a identificação precoce do câncer, é possível ter tratamentos menos agressivos por conta do estágio menos avançado da doença."

O adenocarcinoma gástrico é o quarto câncer mais frequente no Brasil. Os sintomas surgem em um estado mais avançado da doença, perda de peso, anorexia, disfagia, dor epigástrica, melena e saciedade precoce são os principais. Os marcadores tumorais são macromoléculas presentes no tumor, no sangue ou em outros líquidos biológicos que quando presentes e/ou com alterações em suas concentrações estão relacionados com o desenvolvimento e o crescimento de células neoplásicas.

"Foi um processo de muita pesquisa, muito estudo. Primeiramente, eu tive que estudar a parte da introdução, antes dos resultados porque nós temos que saber sobre o que estamos falando. Então tive que ler muitos artigos sobre o que são marcadores tumorais e o MicroRnas, além de estudar todas as informações do cancêr gástrico, e por fim como eles se relacionam. Depois eu estudei suas relações utilizando sistemas de coleta e comparação de dados para enfim, chegar no resultado que hipotetizei", conta.

Aluna do Colégio Degraus, a jovem conquistou a vaga após seu projeto ficar em primeiro lugar na categoria de Biologia Celular, Molecular e Microbiologia da Mostratec. "Assim que soube tive um sentimento de irrealidade. É muito gratificante poder ser recompensada dessa forma depois de tanto esforço. Foi uma sensação irreal, como se fosse mentira, além de que fiquei extremamente agradecida pelas pessoas que me ajudaram no processo, minha família e a escola."

Agora suas expectativas estão a mil. "É uma oportunidade incrível poder mostrar para o mundo que o nosso país também faz ciência! Uma sensação maravilhosa poder estar entre os jovens que vão para a maior feira do mundo. Eu espero consiguir representar todos os jovens cientistas no Brasil e que traga muito orgulho para o nosso país. Também espero colher frutos para o meu futuro, além de conhecer diversas pessoas de mais de 60 regiões do mundo. É gratificante poder participar da ISEF depois de tanto esforço e trabalho, torço para que meu projeto tenha uma boa avaliação. Fora minhas expectativas, pode ter certeza que já estou organizando as malas! Sou muito agradecida por todas as pessoas que me ajudaram a chegar na ISEF, em Los Angeles", finaliza.

DE SÃO PAULO

Também selecionada e da cidade de São Paulo, Paola Volpi, de 17 anos, criou um método analítico para a determinação de fotosferas em buracos negros estáticos e esfericamente simétricos.

"Com o constante avanço da ciência e da tecnologia, particularmente da astronomia, têm sido desenvolvidos recursos mais eficazes para a compreensão do Universo. Em 2015, ocorreu a primeira observação de ondas gravitacionais, o que levou à atribuição do Prêmio Nobel da Física em 2017. Posteriormente, em 2019, assistimos a primeira fotografia de um buraco negro, assinalando um marco histórico para a humanidade. Nesse cenário, o estudo das propriedades ópticas dos buracos negros torna-se relevante", explica.

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