CAMINHABILIDADE

Novas áreas de convivência na rua Barão dividem opiniões

Há quem ache positiva a destinação de espaço para bancos, mas há quem reclame da retirada de vagas de estacionamento

Por Nathália Sousa | 23/11/2023 | Tempo de leitura: 3 min

Letícia Malatesta

Bancos e lixeiras foram colocados na rua Barão de Jundiaí, no trecho entre a rua Siqueira de Moraes e a rua da Imprensa
Bancos e lixeiras foram colocados na rua Barão de Jundiaí, no trecho entre a rua Siqueira de Moraes e a rua da Imprensa

Com inauguração prevista para o próximo mês, o Centro das Artes, localizado na rua Barão de Jundiaí, próximo ao Fórum, começou a receber intervenções na parte externa do prédio. É perceptível para quem passa pelo local a pintura verde do asfalto, onde havia vagas de estacionamento, e a instalação de bancos sobre essa pintura. De acordo com a Prefeitura de Jundiaí, além dos bancos, serão implantados balizadores, vasos e lixeiras.

O objetivo da mudança, substituindo vagas de carros por espaços para pedestres, é incentivar a caminhabilidade e proporcionar um maior fluxo de consumidores nos comércios e nos equipamentos públicos. Essas intervenções também são implantadas em áreas de infância da cidade, como a Fábrica das Infâncias Japy.

Para a região, também há em implantação o programa Ativa! Centro, feito pelas Unidades de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA) e de Mobilidade e Transporte (UGMT), que prevê a melhora da mobilidade, principalmente para pedestres e ciclistas, adequação da publicidade nos comércios para valorização do patrimônio histórico e reforma das praças.

PERCEPÇÃO

Atendente de um sebo próximo ao Centro das Artes, Bruna Femenias faz ressalvas em relação à mudança. "O único lugar que tem para os clientes pararem é essa parte. Tem gente parando entre os bancos e já tem discussão entre os flanelinhas, que dizem que já não pode parar mais aí, e motoristas, que param. Mas ainda estão mexendo aqui, então pode riscar os carros", lembra.

Para ela, é necessário aviso prévio de intervenções feitas no Centro. "Uma coisa que a gente percebeu trabalhando aqui é que, quando abriram a calçada para mexer no encanamento, estava uma bagunça. Aqui tem INSS e Fórum, então tem muito idoso, já vi criança caindo, idoso que tropeçou em buraco, caiu e bateu a cabeça, sangrou muito, foi uma confusão."

Passando com a filha, Laudiceia Santana não achou que os bancos sejam seguros com fluxo de veículos ao lado. "Eu sinceramente fiquei sem entender o que é essa área verde, não vi nada sobre isso, então fiquei meio perdida. Os bancos, acho que ali são perigosos, eu não sentaria, vai que alguém dirige bêbado. Acho que precisa ter uma proteção."

Autônoma, Rita de Cássia dos Santos Soares acredita que a extensão do calçadão até a rua da Imprensa, onde fica o Fórum, é boa. "Se tirar a circulação de carro dessa via, fica positivo, mas com carro acho perigoso. Acho que tem que continuar o calçadão, aí ficaria legal. Eu venho ao Centro e vou direto para onde preciso, não ando muito. Mas acho bom para caminhar aqui, acho até mais limpo que outras cidades, tirando ali atrás da Catedral, que tem muitos andarilhos. Eles não são de mexer com ninguém, mas tem muita gente lá. Trabalhei uns 20 anos no Centro e acho que antes era melhor."

Já a promotora e produtora, Maria Cláudia usa uma vaga de estacionamento da via e acha que a extensão prejudicará o fluxo no Centro. "Aqui onde paro era vaga de idoso e eu tenho o cartão de idoso. Pelo que sei, a intenção é tornar um calçadão, mas se vai virar, por que pintar tudo agora?"

"Não vejo a necessidade da extensão até aqui, porque o comércio está mais concentrado para lá [sentido Polytheama]. Acho que este trecho fará falta e que precisam informar ao cidadão, o povo quer saber o que vai acontecer, quais serão as ações."

Laudiceia Santana passa com a filha e acha que o banco não é seguro
Laudiceia Santana passa com a filha e acha que o banco não é seguro

3 COMENTÁRIOS

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  • Marcelo Canale
    27/11/2023
    Já que o objetivo é privilegiar o pedestre, melhor seria transformar a rua Barão e a rua do Rosário em calçadões. Colocar cobertura em tudo pra proteger os pedestres do sol e da chuva.
  • Jurandir m Santos
    24/11/2023
    Boa noite infelizmente o centro de Jundiaí está acabando infelizmente nós Jundiense não temos mais nada sou cidadão Jundiense e não vou mais no centro de Jundiaí só em último causo eu sou de uma época que o centro de Jundiaí vc podia ir no centro na parte de dia da tarde e da noite e tinha o que fazer tínhamos a Paulicéia tínhamos o cinema tínhamos várias coisas e lojas, hoje nós vai na cidade e só têm morador de rua pedindo e não são moradores de rua se fazer um levantamento todos moram em alguma pensão no centro de Jundiaí que outra coisa que as autoridades deveriam averiguar se têm licença da prefeitura e as doações de comida no centro ali têm horas que vc passa a noite esta cheia de sujeira já temos o bom prato do governo eu acho que não prescisava de doação no centro eu sou de um tempo que a polícia civil fazia um varredura no centro de Jundiaí pra ver realmente quem era moradores de rua mais infelizmente hoje ela não pode fazer isso e nem o poder público temos que levar nossas crianças e família pra o shopping o centro não dá mais infelizmente sou cidadão Jundiense e amo muito minha cidade e acho que o poder público não têm que estar colocando banco pra trapalhada as pessoas de ir e vir o centro e pra vc ir fazer o que têm pra fazer e volta a pra casa mais se têm um objetivo os bancos concordo e vamos valorizar nosso centro autoridades.
  • Maria Cecília Costa
    24/11/2023
    Bom dia, achei que vai atrapalhar quem precisa estacionar, ja tem poucas vagas .