O bar de Wanderson da Costa Silva, de 43 anos, preso por atropelar um casal de vendedores de churros em Franca, está interditado desde 18 de junho e funcionava sem alvará de funcionamento, informou a Prefeitura. Segundo a administração municipal, o estabelecimento foi fechado por tempo indeterminado após uma fiscalização da Vigilância Sanitária constatar uma série de irregularidades.
A Prefeitura informou que o Bar do Zam, localizado no Parque São Jorge, não possui registro de alvará de funcionamento. De acordo com a Vigilância Sanitária, a interdição ocorreu em razão de perturbação do sossego público, realização de shows, fechamento irregular de via pública, utilização indevida da praça pública, além da ausência de licença de funcionamento e de estrutura adequada para o exercício da atividade.
Segundo a Vigilância Sanitária, o estabelecimento permanecerá interditado por tempo indeterminado. Para retomar as atividades, o proprietário deverá regularizar a situação do imóvel, obter a licença de funcionamento e adequar o local às exigências previstas na legislação, incluindo o Código Sanitário, o Código de Posturas do Município e as normas de acessibilidade.
As informações sobre a interdição ganharam relevância durante a investigação do atropelamento. Em depoimento à Polícia Civil, Márcio Luciano de Souza, de 49 anos, afirmou que Wanderson o acusava, juntamente com a companheira, Irislene Costa de Macêdo, de 55 anos, de terem feito uma denúncia à Prefeitura que teria motivado o fechamento do bar.
O casal, no entanto, negou qualquer participação em denúncias contra o estabelecimento.
A Polícia Civil investiga se essa acusação foi a motivação para o ataque ocorrido na noite desta terça-feira, 21, quando, segundo a investigação, Wanderson teria usado um carro para atingir o casal que trabalhava em um carrinho de churros no estacionamento de um supermercado, em Franca.
Preso em flagrante, Wanderson responde por tentativa de homicídio qualificado e permanece à disposição da Justiça.
Leia mais: Dono de bar atropelou casal após suposta denúncia, diz vítima