O vereador Gilson Pelizaro (PT) cobrou maior utilização dos leitos do Hospital Estadual “Dom Diógenes Silva Matthes”, em Franca, e criticou a demora na ocupação da estrutura. Em entrevista ao jornalista Correa Neves Jr., no programa A Hora É Essa!, da Rádio Difusora, nesta sexta-feira, 3, o parlamentar afirmou que o Estado dispõe de 220 leitos prontos, defendeu a transferência de pacientes internados em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e no pronto-socorro para a nova unidade e anunciou requerimentos e a proposta de uma audiência pública para discutir o funcionamento do hospital.
Segundo Pelizaro, a inauguração da unidade precisa ser acompanhada da efetiva utilização da estrutura disponível. O vereador destacou que a regulação dos casos de média e alta complexidade é de responsabilidade do Governo do Estado, por meio do Siresp (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo, antiga Cross), e afirmou não compreender por que pacientes continuam permanecendo por vários dias em unidades de urgência.
“Não adianta inaugurar e não usar. O Estado hoje tem disponível 220 leitos. Não há necessidade de manter pacientes quatro, cinco, seis ou sete dias nas UPAs ou no pronto-socorro, que não são os locais adequados”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, parte dos leitos já poderia atender pacientes de baixa e média complexidade, contribuindo para desafogar as unidades de emergência.
Durante a entrevista, Pelizaro também levantou dúvidas sobre o processo de ocupação do hospital e a comunicação entre os órgãos envolvidos. Segundo ele, desde que a FAEPA assumiu a gestão da unidade, o acesso às informações ficou mais restrito.
“Onde não tem transparência, a especulação prospera”, declarou.
O vereador informou ainda que protocolou um requerimento solicitando esclarecimentos sobre informações relacionadas a possíveis questões sanitárias na unidade e pediu manifestação da Vigilância Sanitária.
Como próximo passo, Pelizaro pretende solicitar que a Comissão de Saúde da Câmara debata o tema e defende a realização de uma audiência pública com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da DRS e do Ministério Público.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca esclarecer como ocorrerá a ocupação dos leitos e ampliar a transparência sobre o funcionamento do Hospital Estadual.
“Precisamos trazer os responsáveis para esclarecer, jogar o jogo limpo e explicar para a população como, de fato, será essa ocupação do hospital”, afirmou.
O Hospital Estadual “Dom Diógenes Silva Matthes” começou a receber, nesta semana, os primeiros pacientes na nova UTI adulta. Desde o início da operação dos dez leitos de terapia intensiva, duas pacientes de Franca foram internadas — uma com insuficiência cardíaca e outra com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Nesta quinta-feira, um terceiro paciente teve a vaga aceita na unidade.
Segundo o diretor do DRS VIII, Ricardo Bessa, a implantação da UTI ocorre de forma gradual para garantir segurança aos pacientes e qualidade na assistência prestada.
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