O homem apontado por uma moradora de Franca como autor de um suposto golpe amoroso, conhecido como o golpe do Don Juan, se manifestou após a divulgação do caso e reclamou da exposição do nome e da imagem dele. A vítima registrou um boletim de ocorrência por estelionato e afirma ter sofrido um prejuízo de aproximadamente R$ 15 mil.
Segundo a mulher de 36 anos, ela tentou entrar em contato com o suspeito na segunda-feira, 22, para cobrar a devolução do dinheiro que, segundo seu relato, teria emprestado durante o relacionamento. Sem obter resposta, voltou a enviar mensagens na terça-feira, 23.
Foi então que recebeu uma resposta do homem, identificado no boletim de ocorrência como Thiago Cristiano Boch.
Na mensagem enviada pelo WhatsApp, ele afirma que pretende procurar a polícia e questiona a forma como poderá ser comprovada a acusação de que teria realizado transferências bancárias utilizando o celular da vítima.
"Você estampa minha cara na TV e vem me mandar mensagem. Eu vou na delegacia tbm e quero ver como você vai provar que eu fiz transferência pelo seu celular. Se isso nunca aconteceu!", escreveu.
Segundo a vítima, ele apagou a mensagem logo depois, mas ela já havia feito um print.
Conforme registrado no boletim de ocorrência, a moradora de Franca conheceu o homem por meio do aplicativo Tinder, em abril deste ano. Os dois iniciaram um relacionamento e, segundo o relato da vítima, ele passou a pedir empréstimos alegando que receberia uma herança e devolveria os valores posteriormente.
A mulher afirma que, confiando nas promessas, emprestou dinheiro, permitiu o uso de seu cartão bancário e chegou a alugar um veículo em seu nome para que ele trabalhasse como motorista de aplicativo.
Após uma viagem ao Paraná e diante de sucessivas justificativas para o não pagamento da dívida, a vítima disse ter desconfiado da situação. Ao pesquisar o nome do companheiro na internet, encontrou reportagens sobre investigações e prisões envolvendo supostos golpes semelhantes em outras cidades.
Ela estima um prejuízo de cerca de R$ 15 mil entre saques, compras e despesas relacionadas ao aluguel do veículo.
O caso foi registrado como estelionato e segue sob investigação da Polícia Civil.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Thiago Cristiano Boch. O espaço permanece aberto para manifestação.
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