29 de junho de 2026
DURANTE RACHA

Polícia indicia três motoristas por morte de estudante em Franca

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Batida em cruzamento do Parque Universitário matou Anna Elisa Borges

A Polícia Civil de Franca, por meio do delegado Davi Abmel Davi, concluiu a fase de indiciamentos do inquérito que apura o grave acidente de trânsito ocorrido na madrugada de 29 de março, na avenida Armando de Sales Oliveira, no Parque Universitário, em Franca. A colisão provocou a morte da estudante de biomedicina Anna Elisa Borges, de 19 anos, moradora de Capetinga (MG).

Foram indiciados três jovens que dirigiam carros diferentes. O motorista do Chevrolet Celta, Rafael Oliveira Peixoto Neves, responderá por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a agravante de estar sob influência de álcool. Segundo a investigação, ele não respeitou a sinalização de parada obrigatória e invadiu a preferencial, provocando a colisão.

Já os motoristas do Volkswagen Polo, Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto, e de um Fiat Fastback, cuja identidade não foi divulgada, foram indiciados pelo crime de participação em disputa de corrida ilegal, o chamado "racha". Conforme o delegado, o laudo pericial que analisou imagens do acidente apontou que a forma de condução dos dois veículos é compatível com uma disputa de velocidade.

De acordo com Davi Abmel Davi, embora o Polo estivesse na via preferencial, os elementos reunidos durante a investigação indicam que os dois condutores concorreram para o resultado fatal em razão da prática do racha.

"Mesmo estando na preferencial, o motorista do Polo e também o do Fastback serão indiciados em decorrência dos elementos que apontam a disputa de racha. O laudo pericial foi bastante detalhado, apontando que realmente a forma de condução dos veículos deixa ele para a conclusão do laudo como uma disputa", afirmou o delegado.

O acidente aconteceu nas proximidades da Unifran. O Polo, conduzido por Clóvis A Polícia Civil de Franca concluiu a fase de indiciamentos do inquérito que apura o grave acidente ocorrido na madrugada de 29 de março, na avenida Armando de Sales Oliveira, no Parque Universitário. A colisão causou a morte da estudante de biomedicina Anna Elisa Borges, de 19 anos, moradora de Capetinga (MG).

Foram indiciados três jovens que dirigiam veículos diferentes. O motorista do Chevrolet Celta, Rafael Oliveira Peixoto Neves, responderá por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com a agravante de estar sob influência de álcool.

Segundo a investigação conduzida pelo delegado Davi Abmel Davi, Rafael não respeitou a sinalização de parada obrigatória e invadiu a via preferencial, provocando a colisão.

Já os motoristas do Volkswagen Polo, Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto, e de um Fiat Fastback, cuja identidade não foi divulgada, foram indiciados por participação em disputa de corrida ilegal, o chamado racha.

Laudo apontou disputa de velocidade

De acordo com o delegado, o laudo pericial que analisou imagens do acidente concluiu que a forma de condução dos veículos era compatível com uma disputa de velocidade.

“Mesmo estando na preferencial, o motorista do Polo e também o do Fastback serão indiciados em decorrência dos elementos que apontam a disputa de racha. O laudo pericial foi bastante detalhado, apontando que realmente a forma de condução dos veículos leva à conclusão de que havia uma disputa”, afirmou Davi Abmel Davi.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos durante a investigação indicam que os dois condutores contribuíram para o resultado fatal em razão da prática do racha.

Relembre o caso

O acidente aconteceu nas proximidades da Unifran.

O Volkswagen Polo, conduzido por Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 20 anos, trafegava pela avenida quando atingiu o Chevrolet Celta, que atravessou o cruzamento.

Com a força da colisão, o Celta perdeu o controle e bateu contra o muro de um prédio.

Anna Elisa Borges, que estava no veículo, não resistiu aos ferimentos e morreu. Outros dois ocupantes ficaram feridos. Um deles foi socorrido em estado grave pelo Samu e encaminhado à Santa Casa. O outro sofreu ferimentos leves e foi levado para um hospital particular.

O motorista do Polo não se feriu.

Inquérito será enviado ao Ministério Público

Segundo o delegado, o inquérito aguarda apenas a conclusão do laudo de lesões do passageiro do Celta que permaneceu internado por mais tempo, além da formalização do indiciamento do motorista do Polo.

Após essa etapa, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público, que analisará o caso antes da decisão da Justiça.

Davi Abmel Davi também fez um alerta sobre os riscos das corridas ilegais.

“Os jovens acham que é muito bacana ficar disputando corrida. A consequência é muito grave, uma pena que pode chegar a oito anos de prisão. Além disso, existe o trauma de provocar a morte de uma pessoa que tinha um futuro pela frente. Veículo e trânsito não são brinquedo”, destacou.

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