A mãe da jovem Camila Gabriela Santos da Silva, de 24 anos, vítima de um atropelamento no Centro de Franca na última quarta-feira, 10, cobrou Justiça e demonstrou indignação diante das consequências do acidente. A jovem teve uma das pernas amputadas e permanece internada na Santa Casa de Franca.
Segundo Keila Cristina dos Dantas, mãe da vítima, a família enfrenta dias de sofrimento desde o atropelamento e ainda aguarda esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.
“Ela não atropelou um cachorro. Ela atropelou um ser humano, uma mãe de quatro filhos. Se ela for mãe, que pense como se sentiria se fosse um filho dela”, afirmou.
Keila também disse que a motorista envolvida no acidente não entrou em contato para buscar informações sobre o estado de saúde da filha.
“Ela não procurou saber se minha filha está viva, se morreu ou como está se recuperando”, declarou.
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Vítima de acidente no Centro amputa a perna e segue internada
Camila sofreu ferimentos graves e precisou passar por uma amputação. De acordo com familiares, ela ainda corre o risco de perder o pé da outra perna, que passou por procedimentos de reconstrução devido à gravidade das lesões.
O quadro clínico segue sendo acompanhado pela equipe médica da Santa Casa.
Durante uma visita após a cirurgia, Keila ouviu um desabafo da filha que marcou a família. “Mãe, arrancaram minha perna. Estou sem perna. E minhas filhas? Como vou trabalhar?”, teria dito Camila.
Segundo a mãe, a jovem consegue se lembrar de alguns momentos do acidente, mas em seguida demonstra confusão e esquece parte do que aconteceu. Ela também relata dores constantes durante a recuperação.
Camila é mãe de quatro crianças. A mais velha tem 10 anos e a mais nova apenas 3 anos.
Keila afirma que, além da recuperação física da filha, a família precisará enfrentar os impactos emocionais e sociais provocados pelo acidente. Mãe solteira, ela cuida de nove filhos e agora também auxilia na criação dos quatro netos.
“Vai ser uma mudança muito grande para todos nós. Eu me preocupo com a recuperação dela e com a forma como vamos conseguir nos adaptar a essa nova realidade”, disse.
A mãe da vítima afirma esperar que as circunstâncias do atropelamento sejam esclarecidas e que eventuais responsabilidades sejam apuradas.
“Espero que a Justiça seja feita. Não acredito que tenha sido falha mecânica. Acredito que houve imprudência”, concluiu.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes.