A Justiça condenou o Estado de São Paulo a pagar R$ 12 mil por danos morais aos tutores de uma cachorra morta a tiros por um policial militar durante uma ocorrência em 14 de agosto de 2025, na avenida Massuo Nakano, no Centro de Guará, a 54 km de Franca. A decisão foi proferida no último dia 13 de março e reconhece o sofrimento da família pela perda do animal.
Segundo a sentença, o juiz Otavio Henrique Pereira de Souza descartou a versão apresentada pelo Estado, que alegava que os policiais agiram em legítima defesa após ataque do animal. Para o magistrado, não há provas de que a cachorra tenha avançado contra os agentes.
Ainda de acordo com a decisão, o animal só saiu da residência porque um policial teria arrombado o portão da casa durante a abordagem.
O caso aconteceu durante uma ação da Polícia Militar contra um jovem suspeito de tráfico de drogas. Na ocasião, familiares teriam tentado impedir a abordagem, o que gerou confusão em frente ao imóvel.
Durante o tumulto, três cães saíram da casa. Dois deles chegaram a avançar, mas recuaram. Um terceiro animal foi atingido por disparos efetuados por um dos policiais e morreu no local. Imagens registradas por moradores mostram o momento dos tiros e o desespero de pessoas que estavam na rua.
Na época, a ocorrência também deixou um policial ferido após ser mordido na região da virilha. A ação foi registrada por testemunhas e gerou repercussão nas redes sociais.
O pacote que teria sido descartado pelo suspeito durante a abordagem foi apreendido e continha drogas, segundo a Polícia Militar. O homem foi levado à delegacia, mas acabou liberado após o registro por facilitação de fuga e tráfico.
O caso ganhou grande repercussão à época após a divulgação de vídeos que mostram diferentes ângulos da abordagem, incluindo o momento em que o policial efetua os disparos no meio da rua. As imagens também evidenciam a reação de moradores, que gritam e tentam interromper a ação.
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